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Medir a temperatura, menos máquinas e treinos de uma hora. O plano dos ginásios para reabrir em maio

A Associação de Ginásios e Academias de Portugal (AGAP), que representa 1100 dos cerca de 1300 ginásios e academias a operar em Portugal, divulgou um plano em três fases, distribuídas por cinco semanas, para a reabertura dos ginásios em maio.

Os ginásios, fechados há mês e meio, estão a contar retomar a atividade durante o mês de maio, ao mesmo tempo do que o pequeno comércio.

A Associação de Ginásios e Academias de Portugal (AGAP) apresentou um plano que se baseia em regras aplicadas noutros países e passa por um processo de reabertura em três fases, distribuídas ao longo de cinco semanas. O plano foi entregue a 16 de abril ao ao secretário de Estado da Juventude e do Desporto, João Paulo Rebelo, de acordo com o jornal Público.

De acordo com a Renascença, nas primeiras duas semanas propõe-se, por exemplo, a medir a temperatura à entrada, a presença máxima de uma pessoa por cada quatro metros quadrados, usar máscaras e disponibilizar desinfetantes para as mãos e toalhetes e desinfeção constante dos espaços e aparelhos.

A lotação na zona de cardio-musculação e nos balneários deve ser reduzida em 50% e as aulas de grupo mantêm-se suspensas. Além disso, “o tempo de permanência de cada utente não deve ser superior a uma hora”.

Os utentes com mais de 60 anos ou com doenças preexistentes devem ficar isentos do pagamento de mensalidade. O contacto físico entre os técnicos e os clientes dever-se-á “evitar ao máximo”.

Na terceira semana, propõe-se retomar as aulas de grupo com uma limitação a 50% da ocupação. As aulas devem ser espaçadas. As piscinas podem também reabrir com a ocupação reduzida a metade.

A partir da quinta semana, o plano prevê a reavaliação da situação de modo a poder aumentar a lotação máxima para 75% do espaço, bem como a eventual reabertura dos serviços de spa, saunas e banhos turcos. Deve haver dois cacifos vazios de intervalo entre os utilizados por clientes.

Antes de receberem os sócios, explica o Observador, as empresas terão de adaptar as próprias estruturas: nas receções, a distância mínima entre pessoas deverá estar marcada no chão e deverão ser instaladas proteções de vidro ou acrílico nos postos de atendimentos presencial.

Para já, ainda não há recomendações por parte do Governo ou da Direção-Geral da Saúde (DGS) sobre a reabertura dos ginásios.

Com os clientes confinados em casa, os ginásios viraram-se para as aulas à distância. Apesar de terem conseguido reter o grosso dos clientes com aulas online, os ginásios deverão sofrer uma quebra de receitas da ordem dos 40%, o que equivale a 100 milhões de euros. A recuperação prevê-se lenta com a faturação 20% abaixo da previsão inicial, o que representa um retrocesso de quase 10 anos.

Reabertura de ginásios no mundo

A Dinamarca, que iniciou a abertura das atividades económicas este mês, os ginásios retomaram a atividade no fim de semana, praticando distâncias de segurança entre clientes e limpeza frequente de equipamento.

Na Áustria, os ginásios deverão reabrir na segunda quinzena de maio ou início de junho. Na Suécia, nunca encerraram.

Em França, o levantamento do confinamento anunciado para 11 de maio não prevê a reabertura dos ginásios. No Reino Unido, ainda não há datas nem um plano de medidas concretas para a reabertura.

Na China, a ameaça de uma segunda vaga voltou a encerrar novamente todos os ginásios e piscinas públicas.

Na Austrália, o setor dos ginásios afirma estar pronto para integrar a primeira fase de uma gradual retoma. Entre as medidas preparadas, há a medição de temperatura dos clientes na chegada, o aumento da frequência de limpeza e desinfeção do espaço e dos equipamentos, a disponibilização de material de proteção pessoal para os funcionários, a redução da lotação das aulas e a possibilidade de realizar treinos a céu aberto.

Nos Estados Unidos, os ginásios estão incluídos na primeira fase da abertura das atividades económicas, embora dependa do que cada estado decidir.

Fonte: ZAP

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