Ao utilizar este site, concorda com a Política de Privacidade e com os Termos de Utilização.
Accept
De Castelo de Paiva para todo Portugal!De Castelo de Paiva para todo Portugal!De Castelo de Paiva para todo Portugal!
Font ResizerAa
  • Home
  • Regional
  • Nacional
  • Saúde
  • Outras Notícias
  • Estatuto Editorial
Reading: Vitamina D associada a menos mortes por covid-19 (e 80% dos portugueses tem falta dela)
Share
Font ResizerAa
De Castelo de Paiva para todo Portugal!De Castelo de Paiva para todo Portugal!
  • Castelo de Paiva
  • Cinfães
  • Economia
  • Mundo
  • Política
  • Regional
  • Sociedade
Pesquisar
  • Home
  • Regional
  • Nacional
  • Saúde
  • Outras Notícias
  • Estatuto Editorial
Follow US
© 2025 Paivense - Todos os direitos reservados. Registo ERC número 127076

Home - Ciência - Vitamina D associada a menos mortes por covid-19 (e 80% dos portugueses tem falta dela)

CiênciaCoronavírusSaúde PúblicaSociedade

Vitamina D associada a menos mortes por covid-19 (e 80% dos portugueses tem falta dela)

Redação
Last updated: 11 Maio, 2020 20:30
Redação
Share
SHARE

Contents
  • Vitamina D pode “cortar mortalidade em metade”
  • E pode  explicar mistério da baixa mortalidade em crianças

Nick Kenrick / Flickr

Um estudo publicado associa a deficiência de vitamina D a uma maior taxa de mortalidade por Covid-19, dando como exemplo países como Espanha e Itália. Portugal é um dos países analisados com os índices mais baixos desta vitamina e o médico Pedro Lôbo do Vale constata que “80% da população tem valores inferiores ao normal”.

A pesquisa publicada no jornal científico Aging Clinical and Experimental Research constatou uma associação entre os baixos níveis de vitamina D e elevados índices de mortalidade por covid-19, após a análise de dados de pacientes de 20 países europeus.

A vitamina D modula a resposta dos glóbulos brancos a infecções, prevenindo que libertem demasiadas citocinas inflamatórias, notam os investigadores. Ora, a covid-19 provoca um excesso de citocinas inflamatórias, o que, segundo alguns especialistas, é uma das principais complicações criadas pela doença.

O estudo agora publicado atribui as elevadas taxas de mortalidade em países como Espanha, Itália e Reino Unido a baixos índices de vitamina D na sua população, comparando-os com os países do Norte da Europa que têm níveis superiores desta vitamina e que foram menos atacados pela pandemia.

Os dados que reportam até 8 de Abril de 2020 colocam Portugal como o país com o pior índice de vitamina D – 30 nanomoles por litro (nmol/L) de sangue – atrás de Espanha (42.5 nmol/L), da Suíça (46 nmol/L), do Reino Unido (47.4 nmol/L), da Bélgica (49.3 nmol/L) e de Itália (50 nmol/L).

Ilie et all

Nível de vitamina D, casos de covid-19/1 milhão de habitantes e mortes causadas por covid-19/1 milhão de habitantes. Dados até 8 de Abril de 2020.

O médico Pedro Lôbo do Vale corrobora os valores relativamente ao nosso país, notando, em declarações ao Correio da Manhã (CM), que “os estudos feitos em Portugal demonstram que 80% da população tem valores inferiores ao normal“. “O normal é de 30 a 100 unidades diárias e há pessoas que têm 12, 13, 14”, aponta.

“A vitamina D é fundamental para a imunidade e as pessoas mais afectadas por esta carência são, precisamente, as pessoas de mais idade. Dos 80 para cima, mas também dos 60 até aos 80, e até mais novas. Os que estão em lares, então, não apanham sol nenhum. E têm valores baixíssimos de vitamina D”, constata ainda Pedro Lôbo do Vale.

O médico repara que se pode fomentar a produção de vitamina D pelo organismo com a exposição solar e com o consumo de peixes gordos.

“Mas é um facto de que cada vez se apanha menos sol. Os trabalhos no exterior são cada vez menos e em lazer as pessoas evitam a exposição solar directa e usam protector solar, que diminui a absorção da vitamina D”, destaca Pedro Lôbo do Vale.

O médico recomenda que se siga o exemplo dos nórdicos que “tomam óleo de fígado de bacalhau logo pela manhã”.

Vitamina D pode “cortar mortalidade em metade”

A pesquisa realizada por investigadores das Universidades Northwestern (EUA) e Anglia Ruskin (Reino Unido) e do Hospital Queen Elizabeth que integra o Serviço Nacional de Saúde britânico concluiu que os valores mais altos de vitamina D encontram-se no norte da Europa, países que também têm as mais baixas taxas de mortalidade por covid-19.

Os cientistas avançam os hábitos do consumo de óleo de fígado de bacalhau e de suplementos, bem como o facto de não evitarem apanhar sol, como as razões para os altos índices de vitamina D nos países nórdicos.

Por outro lado, “os níveis de vitamina D são severamente baixos na população idosa de Espanha, Itália e Suíça“, aponta-se no estudo. Nestes países verificam-se, por seu turno, elevadas taxas de mortalidade por covid-19.

“Tem-se demonstrado que a Vitamina D protege contra infecções respiratórias agudas e os adultos mais velhos, o grupo mais deficiente em vitamina D, são também os mais gravemente afectados pela covid-19″, atesta o investigador Lee Smith, especializado em Saúde Pública e Actividade Física da Universidade Anglia Ruskin, em declarações divulgadas num comunicado sobre o estudo.

“Encontramos um relacionamento bruto significativo entre os níveis médios de vitamina D e o número de casos de covid-19, e particularmente as taxas de mortalidade por covid-19”, salienta ainda Lee Smith.

Os pacientes com deficiência severa de vitamina D têm duas vezes mais probabilidades de sofrerem complicações graves, concluíram os cientistas que atestam que há uma “co-relação entre baixos níveis de vitamina D e sistemas imunológicos hiperactivos”.

A pesquisa salienta uma ligação directa entre os níveis de vitamina D e a chamada “tempestade de citocinas“, a resposta hiper-inflamatória do organismo que é despoletada pela reacção do sistema imunitário ao vírus.

“A tempestade de citocinas pode danificar gravemente os pulmões e levar à síndrome do desconforto respiratório agudo e à morte em pacientes. É isto que parece matar a maioria dos pacientes de covid-19, não a destruição dos pulmões pelo vírus em si”, frisa o investigador Ali Daneshkhah que esteve envolvido no estudo.

“São as complicações do fogo mal direccionado do sistema imunológico” que matam e não tanto a covid-19, como realça Daneshkhah.

Ora, “a vitamina D fortalece a imunidade inata e previne respostas imunológicas hiperactivas”, frisa a Universidade Northwestern num comunicado sobre a pesquisa.

O professor de Engenharia Biomédica na Universidade Northwestern, Vadim Backman, que também esteve envolvido no estudo, sustenta que a vitamina D “não previne que um paciente contraia o vírus, mas pode reduzir as complicações e prevenir a morte naqueles que são infectados”.

Backman acredita que pode “cortar a taxa de mortalidade em metade”.

E pode  explicar mistério da baixa mortalidade em crianças

As conclusões do estudo podem também, segundo o professor, ajudar a explicar porque é que há menor probabilidade de morrerem crianças com covid-19. É que estas ainda não desenvolveram totalmente o seu sistema imunitário adquirido.

“As crianças contam, primeiramente, como os seus sistemas imunitários inatos. Isto pode explicar porque é que a sua taxa de mortalidade é inferior”, defende Backman.

O urologista Petre Cristian Ilie, do Hospital Queen Elizabeth, que também integrou o estudo, avisa, contudo, que a investigação é condicionada pelo número de testes realizados, bem como pelas medidas tomadas por cada país para conter a epidemia. “Co-relação não significa, necessariamente, causa-efeito”, nota.

Fica também o alerta de que nem toda a gente precisa de começar a tomar suplementos de vitamina D – até porque é conveniente evitar tomar doses excessivas, o que pode acarretar efeitos secundários adversos.

Também não há números quanto à dose que será “mais benéfica para a covid-19”, como explica Backman.

“Contudo, é claro que a deficiência de vitamina D é prejudicial e pode ser abordada facilmente com a suplementação apropriada”, sublinha o investigador, concluindo que “pode ser uma chave para ajudar a proteger populações mais vulneráveis”, nomeadamente os “pacientes idosos que têm uma prevalência de deficiência de vitamina D”.

Um estudo divulgado em 2015 apurou que basta expor os braços e as pernas ao sol durante 20 minutos por dia, entre os meses de Abril e de Setembro, para obter a vitamina D necessária para um ano inteiro.

SV, ZAP //

TAGGED:Ciência & SaúdeCoronavirusInvestigaçãoSaúde PúblicaSociedade
Share This Article
Email Copy Link Print
Previous Article Prazo para trabalhadores pedirem apoio à família alargado até quarta-feira
Next Article Todos os testes em lares são negativos
Sem comentários

Deixe um comentário Cancelar resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

four + sixteen =

This site uses Akismet to reduce spam. Learn how your comment data is processed.

Outras

Avaria elétrica condiciona abastecimento de água em Raiva e Pedorido

As freguesias de Raiva e Pedorido, no concelho de Castelo de Paiva, estão a registar condicionamentos no abastecimento de água…

Castelo de Paiva promove gala solidária em memória da tragédia de Entre-os-Rios

O Município de Castelo de Paiva realiza, no próximo sábado, 24 de…

Furtos na Secundária: Câmara de Castelo de Paiva reage, mas famílias contestam tese de “caso isolado”

A Câmara Municipal de Castelo de Paiva quebrou o silêncio sobre os…

- Advertisement -
Ad imageAd image

Você também pode gostar

Não são só os carros que causam poluição. As estradas também

Um novo estudo descobriu que o asfalto, uma substância quase omnipresente no nosso quotidiano, é uma fonte significativa de poluentes…

Autarcas de Castelo Branco criaram ONG fantasma para receber subsídios

(c) Google Maps Vários autarcas de Castelo Branco, incluindo o atual e o anterior presidente da câmara, criaram uma ONGD…

Investigação revela que ibuprofeno tem efeitos anticancerígenos

O anti-inflamatório ibuprofeno tem efeitos anticancerígenos sobretudo no cancro do colón, inibindo o crescimento de células malignas, revela uma investigação…

Cientistas transplantaram a memória de uma lesma para a outra (e funcionou)

mattyfioner / Flickr Lesma da espécie Arion fuscus A transferência de memória já aparece, há décadas, em livros e filmes…

De Castelo de Paiva para todo Portugal! logo paivense

Regional

  • Castelo de Paiva
  • Cinfães
  • Paredes
  • Penafiel
  • Tamega e Sousa

Cotidiano

  • Desporto
  • Economia
  • Educação
  • Mundo
  • Política

Saúde

  • Ciência
  • Coronavírus
  • Medicina
  • Saúde e Bem Estar
  • Saúde Pública

Cultural

  • Arte
  • Carnaval
  • Cultura
  • Literatura
  • Música

Mais

  • Beleza
  • Curiosidade
  • Internet
  • Opinião
  • Sociedade

Visão: Relevância, verdade, agilidade, credibilidade e eficiência / Contacto: info@paivense.pt / mf@pressmf.global

© 2025 Paivense – Todos os direitos reservados. Registo ERC número 127076
Welcome Back!

Sign in to your account

Username or Email Address
Password

14 − 1 =

Lost your password?