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Sofre de enxaquecas? A solução pode passar por uma exposição diária a luz verde

hobvias sudoneighm/ Flickr

Se sofre de enxaquecas, este assunto pode interessar-lhe. Um novo estudo conclui a luz consumir doses diárias de luz verde pode minimizar este problema que afeta grande parte da população mundial.

O estudo, publicado no Sage Journals a 9 de setembro, e liderado por Mohab Ibrahim, analisou um grupo de 29 pessoas que sofrem frequentemente de enxaquecas, sendo que nenhuma delas tinha, anteriormente, reagido bem aos tratamentos tradicionais para o problema.

Durante um período de 10 semanas, todos os indivíduos foram expostos a uma luz branca durante uma a duas horas por dia. Após duas semanas, foram então todos expostos à luz verde diariamente, por mais de 10 semanas consecutivas – revela o New Atlas.

Enquanto se encontravam em testes, todos os doentes responderam a questionários sobre a frequência e intensidade das suas dores de cabeça. Foram avaliadas também como é que as dores de cabeça afetaram a sua capacidade de realizar atividades básicas do dia a dia.

Após uma análise dos dados, os cientistas descobriram que a exposição à luz verde reduziu o número médio de dias em que as pessoas sentiam dores de cabeça, sendo que houve uma queda de cerca de 60% por mês.

Além disso, quando as dores de cabeça aconteciam, eram 60% menos dolorosas, e tinham uma duração mais reduzida, com efeitos menos adversos na capacidade dos participantes conseguirem adormecer, fazer exercício, realizar tarefas domésticas e trabalhar.

Mas antes de sair de casa a correr para ir comprar uma lâmpada verde, deve ter em conta que a luz usada durante o estudo tinha uma intensidade e frequência específicas, e era aplicada por períodos específicos de tempo. Para além disso, ainda não está claro de que forma é que a luz diminui a enxaqueca.

“Estas são grandes descobertas, mas é aqui que a história começa”, disse Ibrahim que considera que ainda têm de ser feitas novas pesquisas. “Estou interessado em perceber como é que isso funciona porque se entender o mecanismo, posso utilizá-lo para outros problemas de saúde”.