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Praia dos Caneiros, em Lagoa, no Algarve

A decisão do Reino Unido de retirar Portugal da “lista negra” fez com que o Algarve começasse a beneficiar do desvio de turistas que iam para destinos concorrentes como Espanha, França e Croácia.

Quando o Reino Unido anunciou a abertura de um corredor aérea com Portugal, as reservas de hotéis no Algarve dispararam, nomeadamente por parte do mercado britânico.

De acordo com o semanário Expresso, que cita João Fernandes, presidente da Região de Turismo do Algarve (RTA), “o número de passageiros britânicos duplicou desde a decisão (…) e por outro lado tivemos duas companhias aéreas, a Jet2 e a TUI Fly, a retomar a operação para o Algarve”.

Já a 24 de agosto, a Jet 2 iniciou um voo para Faro, num plano que contempla ligações aéreas ao Algarve de oito cidades britânicas: Belfast, Birmingham, East Midlands, Edinburgo, Glasgow, Leeds Bradford, Londres-Stansted, Manchester e Newcastle. A 29 de agosto, a TUI Fly vai retormar para o Algarve duas frequências semanais para quatro destinos britânicos: Londres, Manchester, Birmingham e East Midlands.

Além de haver um disparo de reservas, a abertura do corredor aéreo com os britânicos ocorreu numa altura em que destinos concorrentes do Algarve evidenciam novos picos de infeções por covid-19. “Está a haver desvios de fluxos de Espanha, que é o nosso principal concorrente, e o que vemos é operadores turísticos e companhias aéreas a reforçar a capacidade para o Algarve. A procura que havia para Espanha tem de divergir para outros destinos, tal como no caso de França ou Croácia, onde os britânicos estão obrigados a quarentenas ao regressar”, salientou João Fernandes.

O responsável disse ainda que, apesar do corredor aéreo “poder ter vindo mais cedo”, as perspetivas são animadoras, uma vez que setembro é o mês do ano em que vêm mais ingleses ao Algarve, sendo agosto mais forte para o turismo nacional.

As reservas turísticas para o mês de setembro no Algarve aumentaram cerca de 13%.

O Jornal de Notícias adianta esta quarta-feira que as reservas de viagens de britânicos para Portugal aumentaram 723% desde que o Reino Unido levantou a obrigatoriedade de quarentena. Os bilhetes de avião para Faro subiram entre 400% e 1250%. As reservas dispararam até 47% no alojamento local e a hotelaria algarvia sentiu o aumento da procura já para setembro e outubro.

TAP admite aumentar oferta

O ECO avança esta quarta-feira que a TAP está a registar uma procura “expressiva” para os voos a partir do Reino Unido para Portugal. “A procura para os voos entre o Reino Unido e Portugal tem sido expressiva, em resposta à esperada abertura do corredor aéreo, com o Reino Unido a figurar consistentemente entre os primeiros três mercados com mais procura”, indicou fonte oficial da companhia área.

A TAP opera atualmente 30 frequências semanais entre o Reino Unido (Londres e Manchester) e Portugal, dos quais 23 à partida de Lisboa e sete à partida do Porto.

Questionada sobre se poderá aumentar as operações com o Reino Unido, a transportadora adianta que “a lista de voos será ajustada sempre que as circunstancias o exijam, face à dinâmica da evolução das imposições e restrições dos vários países bem como da evolução da procura”.

Segundo o Expresso, a companhia aérea britânica British Airways também planeia aumentar os seus voos semanais: Lisboa passará de 35 em agosto para 79 em setembro, o Porto terá 23 em setembro, duplicando em relação a agosto, e Faro 89.

A 19 de agosto, o Governo britânico incluiu Portugal da lista dos países com “corredores de viagem” para Inglaterra cujos passageiros ficam isentos de cumprir uma quarentena de duas semanas imposta devido à pandemia covid-19, medida que entrou em vigor no passado sábado.

Pelo contrário, Croácia, Áustria e a ilha de Trinidad e Tobago, nas Caraíbas, foram retiradas da lista devido ao crescente número de infeções, tal como aconteceu com França, Países Baixos, Mónaco, Malta, as ilhas Turcas e Caicos e Aruba, e anteriormente com Bélgica, Andorra, Bahamas, Espanha e Luxemburgo.

O Reino Unido introduziu a necessidade de autoisolamento por 14 dias a todas as pessoas que cheguem do estrangeiro ao Reino Unido em 8 de junho para evitar a importação de infeções, mas um mês depois isentou cerca de 70 países e territórios, considerados de baixo risco.


Fonte: ZAP

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