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Um asteróide explodiu na Rússia esta semana e nós não vimos (mais uma vez)

Nem só de Mundial se faz a Rússia. Durante esta semana, várias cidades russas contemplaram um fantástico espetáculo de luzes nos céus, quando um meteoro se desfez numa bola de fogo na paisagem, sem causar quaisquer danos. 

Segundo os dados da NASA, o meteoro explodiu com 2,8 quilotons de TNT, na passada quinta-feira, às 01h16, sobre várias cidades russas, incluindo Lipetsk, situada a sudeste de Moscovo.

A agência espacial norte-americana indica que asteróide explodiu a 27,2 quilómetros de altitude, enquanto viajava a uma velocidade de 14,4 quilómetros por segundo.

O tamanho da explosão indica que se tratava de um pequeno asteróide, com cerca de quatro metros de diâmetro. Comparativamente com o asteróide de 20 metros que atingiu Chelyabinsk, também na Rússia, em fevereiro de 2013, este é bem mais pequeno.

“O acontecimento foi relatado por testemunhas das cidades de Kursk, Lipetsk, Voronzeh e Orel. Muitas das testemunhas relataram um grande estrondo sónico“, de acordo com a Organização Internacional de Meteoros.

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Apesar de ainda não sabermos se algum dos fragmentos do asteróide atingiu a superfície da Terra, sabemos que provavelmente a enorme explosão – causada pelo atrito do ar –  desintegrou a maior parte da rocha antes mesmo de conseguir alcançar o chão.

Um grupo de cientistas da Universidade Federal de Ural, na Rússia, acredita ter encontrado os primeiros meteoritos provenientes deste asteróide. Os fragmentos de pedra têm pelo menos três centímetros e foram encontrados na região de Lipetsk, segundo a mesma organização.

Como este fenómeno se tornou relativamente comum, o asteróide não foi detetado até atingir a superfície da atmosfera – o que nos deixa um pouco nervosos.

Porém, e apesar de não se tratar de um gigante rochoso que poderia destruir a vida como a conhecemos, este acontecimento mostra que ainda há um longo caminho a percorrer até detetarmos com facilidade intrusos provenientes do espaço.

Felizmente, a NASA está a tentar melhorar o rastreamento de asteróides potencialmente problemáticos. Ainda nesta quarta-feira, a agência espacial norte-americana apresentou o seu plano para destruir o asteróide do fim do mundo.