Castelo de Paiva (PT) – Em Castelo de Paiva, alunos do Agrupamento de Escolas do Couto Mineiro do Pejão entregaram e guardaram uma “Caixa do Tempo” no Centro de Interpretação da Cultura Local, com uma mensagem que só será aberta em 2046.
A cerimónia decorreu hoje na sede do agrupamento e, depois, no Centro de Interpretação da Cultura Local, onde a caixa foi depositada para permanecer fechada durante 20 anos. A intenção dos estudantes é deixar um testemunho criativo para as gerações vindouras, ligando cuidado, memória e compromisso com a preservação do património.
O ato marcou o momento final do programa artístico e cultural “Cuidadores do Património – Coragem de Cuidar”, promovido pela Rota do Românico no âmbito do Plano Nacional das Artes. A “Caixa do Tempo” tem um simbolismo intergeracional: a abertura está prevista apenas para daqui a 20 anos, em 2046, e pretende desafiar os jovens a explorarem emoções, imaginação e memória coletiva, criando uma ligação mais próxima ao património e a novas formas de relação com a cultura e o território.
Em Castelo de Paiva, o Marmoiral de Sobrado é o único monumento que integra a Rota do Românico. O projeto turístico-cultural abrange atualmente 58 monumentos e três centros de interpretação em 12 municípios dos vales do Sousa, Douro e Tâmega. Além da educação patrimonial, a rota desenvolve trabalho nas áreas de conservação, investigação científica e promoção turística de um dos legados históricos mais importantes de Portugal.
A receção esteve a cargo de Emília Silva, diretora do conselho diretivo da escola. Na cerimónia, estiveram também a Vice-Presidente da autarquia paivense, Susana Sousa, o Vereador do Desporto, Rui Gomes, o presidente da Assembleia Municipal, Victor Moreira, e os autarcas das freguesias da Raiva, Rui Correia, e de Sobrado, João Pedro Teixeira.
Na intervenção, Susana Sousa sublinhou a relevância desta iniciativa da Rota do Românico e aproveitou o momento simbólico para enaltecer a participação da escola na ligação do presente ao futuro. O apelo foi dirigido às próximas gerações para reencontrarem a mensagem deixada pelos alunos e refletirem sobre a importância de valorizar o património histórico e cultural.
Após a entrega, a “Caixa do Tempo” foi depositada num expositor do CICL, Centro de Interpretação da Cultura Local, na vila de Castelo de Paiva, onde ficará guardada durante 20 anos. A mesma responsável municipal voltou a destacar o desafio lançado aos jovens para explorarem emoções e memória coletiva, reforçando uma ligação mais próxima ao património cultural e ao território paivense.








