A Proteção Civil de Castelo de Paiva decretou esta sexta-feira, dia 6 de fevereiro, o fecho dos acessos às áreas junto aos rios do concelho, na sequência do aumento dos caudais dos rios Douro e Arda. Ricardo Cardoso, presidente da autarquia, confirmou que “toda a zona ribeirinha do Douro se encontra interditada”, devido ao transbordo das linhas de água. Num balanço efetuado perto das 12h00, o responsável municipal explicou que, apesar da proximidade da água a algumas concessões e equipamentos do município, “neste momento não existe qualquer residência permanente em situação de perigo”.
As equipas da Proteção Civil estão mobilizadas no terreno, em particular na freguesia de Pedorido, com o objetivo de vigiar as margens fluviais e garantir a segurança das populações.
Alerta para deslizamentos de terras e aviso máximo
Para além das inundações, o autarca alertou para o risco de movimentos de terras, indicando que já foram registadas cerca de uma “dezena de situações”, com impacto em estradas, acessos privados e estruturas anexas que se encontram em “perigo de colapso”.
O cenário integra-se num agravamento generalizado na bacia hidrográfica do Douro. A Capitania do Douro elevou hoje o nível de alerta de laranja para vermelho, o que determina a suspensão da navegação e assinala a “iminência de ocorrência de cheias” em áreas que até agora não tinham sido afetadas. O rio já extravasou durante a madrugada nas zonas ribeirinhas do Porto e de Vila Nova de Gaia.
Contexto Nacional
As condições meteorológicas adversas resultantes da passagem das depressões Kristin e Leonardo provocaram já 13 vítimas mortais em Portugal desde a semana passada, além de centenas de feridos e pessoas desalojadas. O Governo prolongou a situação de calamidade até ao próximo dia 15 de fevereiro em 68 municípios.


