Castelo de Paiva, Portugal – O espaço do CICL, em Castelo de Paiva, recebeu ontem uma sessão dedicada a desvendar o funcionamento do Sistema de Incentivos de Base Territorial inserido no programa Tâmega e Sousa afeto ao NORTE 2030. A iniciativa partiu da Associação Comercial e Industrial de Castelo de Paiva e juntou vários empresários locais focados em perceber de que forma podem garantir financiamento para os respetivos negócios.
A sessão abriu com intervenções institucionais lideradas por António Novais, que preside à associação empresarial. Logo após, a apresentação técnica ficou entregue a Vânia Marques Soares e Tiago Manuel Ribeiro, ambos ligados à Dower Business Services. Os técnicos detalharam as exigências de acesso aos fundos, o perfil dos investimentos que contam como elegíveis, os parâmetros de avaliação definidos e toda a tramitação processual associada às candidaturas.
O foco central esteve na dotação financeira prevista especificamente para as microempresas na região do Tâmega e Sousa, fixada em cerca de 800 mil euros. O calendário para a submissão de propostas decorre com termo marcado para 16 de novembro. Os setores económicos abrangidos por esta linha contemplam as atividades ligadas à indústria extractiva e transformadora, além do alojamento, restauração, diversão e recreação.
Durante a exposição técnica, foram examinados com detalhe os critérios de avaliação e o mérito exigido a cada projeto, com especial destaque para o impacto socioeconómico e ambiental. A discussão estendeu-se igualmente às obrigações decorrentes da aprovação, cobrindo as várias etapas de execução e as metas exigidas aos promotores.
Susana Sousa, na qualidade de vice-presidente da Câmara Municipal de Castelo de Paiva, marcou presença no auditório. No seu discurso, submeteu à atenção da plateia o valor estratégico do evento, apontando-o como instrumento decisivo para habilitar as empresas locais a submeterem candidaturas sólidas. A autarca frisou ainda que estes encontros de proximidade territorial são determinantes para dinamizar a coesão social, estimular a competitividade, alavancar o emprego e apoiar o tecido empresarial de pequena escala.
Através desta ação, a estrutura associativa castelense voltou a demonstrar o seu alinhamento com as necessidades do tecido económico concelhio, divulgando oportunidades financeiras capazes de impulsionar a atividade das empresas da região.


