Castelo de Paiva, Portugal – O envelhecimento, por si só, não traz a demência como um desfecho obrigatório. Com esta premissa, o Município de Castelo de Paiva integrou a nova campanha promovida pelo Ministério da Saúde, inserida no âmbito da Reforma da Saúde Mental. O propósito central da autarquia é transformar a perceção pública e edificar uma comunidade que saiba identificar os sinais precoces destas patologias.
Muitas vezes, as manifestações iniciais da doença são ignoradas ou erradamente atribuídas à idade avançada. É exatamente aí que o projeto pretende intervir: alertar para a importância da vigilância clínica rigorosa. Quando o diagnóstico ocorre numa fase ainda controlada, as perspetivas de manutenção da qualidade de vida tanto para os doentes como para o seu círculo familiar alteram-se significativamente.
A iniciativa aposta fortemente na literacia em saúde, combatendo o preconceito que ainda paira sobre o tema. Ao promover o acesso à informação, o município quer assegurar que ninguém sinta o peso do isolamento perante o desconhecido. Mais do que uma questão médica, trata-se de um compromisso social.
Reconhecer os sintomas atempadamente é o primeiro passo para garantir a dignidade de quem vive com demência. A proteção dos direitos destas pessoas é, afinal, uma responsabilidade partilhada por todos os que integram o concelho, numa tentativa de integrar quem necessita de acompanhamento e suporte constante.


