Castelo de Paiva, Portugal – O conhecimento das raízes regionais foi o mote central de uma atividade pedagógica que reuniu mais de trinta alunos do 4º ano do Agrupamento Escolar do Couto Mineiro do Pejão, sediado na Raiva. O grupo deslocou-se durante o dia de hoje até à infraestrutura do Cavalete do Fôjo, situada em Folgoso, numa iniciativa dinamizada pelo Pelouro da Educação da Câmara Municipal de Castelo de Paiva. Esta ação, que visou aprofundar a compreensão sobre o passado do concelho, contou com o apoio logístico dos serviços de turismo autárquicos e a colaboração estreita da ARCAF – Associação Recreativa Cultural e Ambiental de Folgoso.
Durante a estadia nas instalações, os estudantes e os respetivos professores assistiram a uma explanação detalhada conduzida por Armando Faria, o dirigente da ARCAF. O responsável debruçou-se sobre a cronologia da atividade mineira na região, ilustrando os primeiros passos da exploração de carvão e a forma como esta indústria moldou o território ao longo de várias décadas, culminando no desfecho da laboração que ocorreu oficialmente em 1994.
É importante recordar que a exploração carbonífera em Castelo de Paiva possui um historial vasto, que remonta a 1859, ano dos primeiros registos oficiais de prospeção. As concessões inaugurais e o arranque da atividade subterrânea datam de 1884, iniciando um ciclo de exploração que perdurou por mais de cem anos. O encerramento definitivo, que marcou o fim de uma era, foi ditado por uma determinação do Governo, motivada pela redução acentuada dos recursos mineiros e pela perda de competitividade da produção local perante os mercados da altura.
Para completar a experiência de aprendizagem, os alunos puderam explorar a exposição permanente mantida pela ARCAF no Cavalete do Fôjo. O momento alto da visita foi a exibição da curta-metragem denominada “Minas do Couto Mineiro do Pejão”. Este registo documental apresenta imagens de época e depoimentos cruciais para entender o quotidiano desta indústria. Recorde-se que, no auge do seu funcionamento, a extração de carvão empregou mais de 1500 trabalhadores, assumindo-se como o pilar económico que sustentou o desenvolvimento da região de Castelo de Paiva durante o século passado.









