CASTELO DE PAIVA – O cenário nos centros de saúde do país, e especificamente na região de Castelo de Paiva, é de serviços mínimos e muitas salas de espera vazias. A greve nacional de 48 horas, que termina hoje, 5 de maio, registou uma adesão significativa, deixando milhares de utentes sem as consultas e exames programados.
Reivindicações e Impacto
A paralisação, que abrange todos os profissionais do setor, surge como um grito de alerta para a revisão das grelhas salariais e a melhoria das condições de trabalho. Segundo fontes sindicais, a adesão nacional no primeiro dia rondou os 60%, um número que se traduziu no adiamento sistemático de atos médicos não urgentes.
Em Castelo de Paiva, onde a Unidade de Saúde Familiar (USF) Paiva Douro tem sido recorrentemente notícia pela escassez de recursos humanos, a greve veio acentuar as dificuldades já sentidas pela população local. “Vim para uma consulta de rotina e informaram-me que teria de ser reagendada. É compreensível, mas ficamos sempre prejudicados”, lamenta um utente à porta da unidade de saúde.
Serviços Mínimos Assegurados
Apesar dos constrangimentos, os serviços mínimos foram cumpridos, garantindo o atendimento a situações de urgência, tratamentos de quimioterapia, hemodiálise e urgências de enfermagem. No entanto, para a maioria dos cidadãos que contavam com o acompanhamento habitual nestes dois dias, a solução será aguardar por um novo contacto para o reagendamento das consultas perdidas.
O Futuro do Setor
O STTS já fez saber que, caso as negociações com o Governo não avancem no sentido de valorizar as carreiras e reforçar o Serviço Nacional de Saúde (SNS), novas formas de luta poderão ser equacionadas para o próximo semestre.
Por agora, resta aos utentes de Castelo de Paiva a expectativa de que o funcionamento pleno das unidades de saúde seja retomado já amanhã, embora se preveja que a normalização das listas de espera acumuladas durante estes dois dias possa demorar várias semanas.


