O estado de conservação e higiene do parque infantil situado na Rua Manuel Afonso da Silva, no centro de Castelo de Paiva, merece atenção urgente. O espaço encontra-se numa zona de passagem e receção de quem chega à vila, incluindo visitantes e turistas, o que torna a situação particularmente negativa não apenas para a segurança das crianças, mas também para a imagem do concelho.
As fotografias recolhidas no local mostram sujidade acumulada, resíduos espalhados e numerosas beatas de cigarro junto às áreas destinadas às crianças. Também foi encontrado um roedor morto, já em processo de decomposição, além dos restos de uma ave aparentemente morta há mais tempo.
A presença de animais mortos num parque infantil constitui um problema sanitário. Durante a decomposição, os tecidos podem ser colonizados por bactérias e atrair moscas e outros insetos. No caso dos roedores, existe ainda preocupação com agentes patogénicos associados às suas fezes, urina e tecidos. Isto não significa que a simples proximidade de um rato morto vá necessariamente provocar uma infeção, mas não é aceitável manter material biológico em decomposição numa área frequentada por crianças.
As beatas representam outro problema. Filtros e restos de cigarros podem conter nicotina e diversos resíduos químicos. Crianças pequenas exploram frequentemente o ambiente com as mãos e podem levar objetos à boca. A ingestão de tabaco ou de uma beata pode causar intoxicação por nicotina, sobretudo considerando a menor massa corporal infantil.
O pavimento também apresenta sinais evidentes de deterioração. As placas de borracha destinadas justamente a amortecer impactos estão desalinhadas e, em diversos pontos, separadas por aberturas consideráveis. Algumas deixam a base inferior completamente exposta. Estas irregularidades aumentam o risco de a criança prender a ponta do pé, tropeçar e cair. Num parque infantil, uma pequena falha no pavimento ganha relevância porque as crianças correm, saltam e mudam rapidamente de direção.
Também são visíveis ervas entre as placas, lixo junto às paredes, mobiliário com sinais de desgaste e uma degradação geral incompatível com aquilo que se espera de um espaço público destinado à infância.
O problema não parece exigir uma intervenção tecnicamente complexa. Limpeza profunda e periódica, remoção imediata dos animais mortos e das beatas, controlo de roedores, reposicionamento ou substituição das placas de proteção e inspeção dos equipamentos resolveriam boa parte das situações observadas.
Um parque infantil não é apenas um equipamento urbano. É um espaço pensado para uma população particularmente vulnerável. E, estando este localizado no centro da vila e numa das zonas de entrada de Castelo de Paiva, o seu estado acaba também por funcionar como cartão de visita do concelho. Pelas condições atualmente documentadas, a intervenção deve ser tratada como uma questão de higiene, saúde pública e prevenção de acidentes, e não apenas de estética urbana.









