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Ciência

Cientistas descobrem parte do Grand Canyon na Austrália

Last updated: 6 de Novembro, 2018
Redação
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3 Min Read
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Grand Canyon, EUA

Uma equipa de investigadores encontrou provas de que, no passado remoto, os territórios da Austrália e dos Estados Unidos teriam estado ligados, fazendo parte de um supercontinente.

Apesar de a ilha da Tasmânia, na Austrália, e o Grand Canyon do Arizona, nos Estados Unidos, se situarem a uma distância de milhares de quilómetros, uma equipa de investigadores acaba de confirmar que existe uma conexão geológica entre estas duas regiões.

Segundo o portal Phys.org,há 1,1 mil milhões de anos, estas duas regiões estiveram ligadas dado que pertenciam ambas ao supercontinente Rodínia, cuja configuração tem sido objeto de debate no seio do mundo científico há mais de duas décadas.

A equipa de investigadores, liderada pelo cientista Jacob Mulder, encontrou uma estranha semelhança entre as rochas sedimentares do chamado Rocky Cape Group da Tasmânia e as do Unkar Group, localizado no Grand Canyon, no sudoeste dos Estados Unidos.

As rochas da Tasmânia confundiram os cientistas porque “não se assemelhavam” aos seus vizinhos australianos, pertencentes ao período Mesoproterozoico, explicou Mulder. Perante esta inconsistência, a equipa decidiu analisar os grãos minerais de zircónio, que constituem uma pequena proporção das rochas, para descobrir, então, a sua origem.

Esta experiência permitiu aos cientistas concluir que “as rochas do Grand Canyon não só são semelhantes às rochas da Tasmânia, como têm a mesma idade“.

Além disso, os “zircões detríticos presentes nas rochas sedimentares do Grand Canyon também apresentam a mesma estrutura geoquímica que os zircões nas sequências mesoproterozóicas da Tasmânia”, disse o autor do estudo, publicado recentemente na revista Geology.

“Juntas, estas evidências apoiam a tese de que as rochas sedimentares tasmanianas faziam parte do mesmo sistema de bacias mesoproterozóicas que agora estão expostas no Grand Canyon”, confirmou Mulder.

“Concluímos que, embora agora esteja do lado oposto do planeta, a Tasmânia deve ter estado ligada ao oeste dos Estados Unidos no Mesoproterozóico”, acrescentou o especialista.

Mulder defende ainda que  um futuro estudo aprofundado sobre a configuração do supercontinente seria crucial para “entender os segredos da Rodínia, que tem permanecido um mistério durante décadas”.

TAGGED:AustráliaCiência & SaúdeDestaqueEUAGeologia
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