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CiênciaMedicina

Cientistas podem ter finalmente descoberto como funciona a anestesia geral

Last updated: 6 Junho, 2020 10:00
Redação
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(CC0/PD) sasint / pixabay

Cientistas podem ter descoberto, finalmente, como é que os anestésicos fazem as pessoas perder a consciência.

A anestesia geral foi usada, pela primeira vez, em 1848, no Hospital Geral de Massachusetts, nos Estados Unidos, num paciente com um tumor que adormeceu depois de inalar éter, escreve o site IFLScience.

Já no século XX, descobriu-se que a potência de vários anestésicos estava ligada à sua solubilidade em lípidos, levando à teoria de que, provavelmente, interagem com lípidos nas membranas das células cerebrais de alguma forma.

Agora, mais de 170 anos depois da sua primeira utilização, um novo estudo publicado, em maio, na revista científica Proceedings of the National Academy of Science (PNAS) parece ter, finalmente, desvendado o mistério.

De acordo com o mesmo site, os investigadores responsáveis pelo estudo banharam as células em clorofórmio, e observaram como aglomerados lipídicos chamados GM1 de repente se expandiram e se tornaram desordenados. Localizados na membrana celular, estes GM1 derramavam o seu conteúdo, libertando uma enzima chamada fosfolipase D2 (PLD2).

Ao marcar a PLD2 com um marcador fluorescente, os cientistas conseguiram rastrear o seu movimento em direção a outro tipo de aglomerado lipídico chamado PIP2, que contém canais de iões de potássio, chamados TREK1, que regulam a passagem de potássio através da membrana, alterando a sinalização dentro da célula.

Sabe-se que a ativação dos TREK1 faz com que os neurónios desliguem, resultando na perda de consciência, portanto, a equipa concluiu que os anestésicos inalatórios – como o clorofórmio, o isoflurano e éter etílico – devem ativar esses canais via PLD2.

Para testar esta conclusão, os investigadores modificaram geneticamente mosca-das-frutas para não possuírem PLD2, tendo descoberto que isso as tornava muito menos suscetíveis aos efeitos de vários anestésicos. Porém, grandes doses destes compostos ‘derrubaram’ as moscas, indicando que a PLD2 pode não ser o único fator em cima da mesa.

TAGGED:Ciência & SaúdeDestaquemedicinaNeurociência
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