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Home - Ciência - O Saara oscila de deserto a “espaço verde” a cada 20 mil anos

Ciência

O Saara oscila de deserto a “espaço verde” a cada 20 mil anos

Last updated: 8 Janeiro, 2019 10:00
Redação
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Luca Galuzzi – www.galuzzi.it / wikimedia

O pó depositado nas costas da África Ocidental durante os últimos 240.000 anos revela que o Saara – o maior deserto do mundo – oscilou entre climas húmidos e secos a cada 20.000 anos.

Segundo os cientistas do MIT (Instituto de Tecnologia de Massachusetts), que levaram a pesquisa a cabo, este pêndulo climático deve-se, principalmente, às mudanças sentidas no eixo da Terra à medida que o planeta orbita o Sol.

Por sua vez, esta rotação afeta a distribuição de luz solar entre as estações: a cada 20.000 anos, a Terra muda de uma maior luz solar no verão para uma menor e vice-versa. Estas mudanças implicam, consequentemente, uma oscilação entre um clima mais húmido e um clima mais seco.

“Os nossos resultados sugerem que a história do clima do norte da África dá-se predominante neste ritmo de 20.000 anos, indo e voltando entre um Saara verde e Saara seco”, disse David McGee, professor associado do Departamento da Terra, Ciências Atmosféricas e da Terra, citado em comunicado.

Os cientistas acreditam que este espaço de tempo pode ser útil para melhor entender a história deste que é o maior deste do mundo, e para entender que espaços de tempo é que podem ter sido propícios para que os humanos colonizassem o Saara e dispersassem para fora de África, comparativamente com os espaços em que seria inóspito – tal como o conhecemos hoje em dia.

Todos os anos, os ventos que sopram do nordeste varrem centenas de milhões de toneladas de poeira do Saara, depositando grande parte destes sedimentos no Oceano Atlântico, na costa da África Ocidental.

As camadas dessa poeira, acumuladas ao longo de centenas de milhares de anos, podem servir como uma espécie de crónica geológica da história climática do norte da África: as camadas de poeira mais espessa podem indicar períodos áridos, enquanto que as camadas com menor quantidade de sedimentos podem indiciar períodos de tempo mais húmidos. McGee e a sua equipa publicaram os resultados da investigação esta quarta-feira na revista científica Science Advances.

TAGGED:ÁfricaCiência & SaúdeDestaqueGeologia
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