Ao utilizar este site, concorda com a Política de Privacidade e com os Termos de Utilização.
Accept
De Castelo de Paiva para todo Portugal!De Castelo de Paiva para todo Portugal!De Castelo de Paiva para todo Portugal!
Font ResizerAa
  • Home
  • Regional
  • Nacional
  • Saúde
  • Outras Notícias
  • Estatuto Editorial
Reading: “Óbitos negativos”. Investigadores portugueses detetam erros em grandes bases de dados sobre a covid-19
Share
Font ResizerAa
De Castelo de Paiva para todo Portugal!De Castelo de Paiva para todo Portugal!
  • Castelo de Paiva
  • Cinfães
  • Economia
  • Mundo
  • Política
  • Regional
  • Sociedade
Pesquisar
  • Home
  • Regional
  • Nacional
  • Saúde
  • Outras Notícias
  • Estatuto Editorial
Follow US
© 2025 Paivense - Todos os direitos reservados. Registo ERC número 127076

Home - Ciência - “Óbitos negativos”. Investigadores portugueses detetam erros em grandes bases de dados sobre a covid-19

CiênciaCoronavírus

“Óbitos negativos”. Investigadores portugueses detetam erros em grandes bases de dados sobre a covid-19

Redação
Last updated: 17 Agosto, 2020 12:45
Redação
Share
SHARE

Robin Van Lonkhuijsen / EPA

Uma análise às bases de dados da OMS, do Centro Europeu para o Controlo e Prevenção de Doenças e do Centro Chinês para o Controlo e Prevenção de Doenças mostrou “bastantes inconsistências” nos dados relativos à covid-19.

A notícia avançada pelo Público no domingo dá conta de “erros e discrepâncias” entre as plataformas da Organização Mundial da Saúde, o Centro Europeu para o Controlo e Prevenção de Doenças e do Centro Chinês para o Controlo e Prevenção de Doenças, que agregam os dados das infeções pelo novo coronavírus de vários países, com, por exemplo, introdução de números negativos nos registos, ou datas que não coincidem.

À agência Lusa, o investigador Jorge Bravo, que juntamente com Afshin Ashofteh realizou o artigo publicado na revista da Associação Internacional de Estatística Oficial, Statistical Journal, explicou que foram encontradas “bastantes imprecisões, bastantes inconsistências entre as três grandes bases de dados”.

“Alguns países, por exemplo, reportavam óbitos negativos, o que é uma impossibilidade”, adiantou, acrescentando que na amostra que estudou, “que já era significativa, havia, em alguns casos, imprecisões significativas”.

O estudo decorreu “desde o início da pandemia, até meados de abril”, mas os especialistas pretendem “fazer um acompanhamento de seguimento do estudo inicial”, replicando o que foi feito “com mais meses de observação e com mais países”.

“Mas o que constatámos foi que os erros não diminuíram com o alargamento da pandemia, antes pelo contrário. Com mais países a reportarem à OMS e a estes organismos, os erros aumentaram. Podia haver menor preparação na fase inicial e com o passar do tempo fossem preparando-se e ajustando-se às necessidades, mas o que constatámos foi que quanto mais países reportavam, mais problemas encontrávamos”, afirmou o professor da Universidade Nova de Lisboa.

“Fator humano”

Jorge Bravo salientou que, “no fundo, os modelos epidemiológicos que estão a servir para tomar medidas várias, como o confinamento, depois de desconfinamento, como a reabertura dos comércios, escolas, várias medidas que continuam a ser tomadas pelos governos e mecanismos de saúde (…) são estimados com base em dados incorretos”.

“Estes procedimentos de carregar bases de dados, compilar informação localmente e depois agregar tudo e reportar internacionalmente, são processos que envolvem o fator humano”, apontou o especialista como uma das razões para a ocorrência destes erros.

Outro dos problemas é que “nem todos os países estavam a reportar os dados de forma digital, com um ficheiro que se pudesse agregar e ter uma série contínua”.

“Havia países que reportavam, como a DGS [Direção-Geral da Saúde], apenas os relatórios, em pdf (…). Há mais países que fazem esse procedimento e, ao transpor para uma base de dados agregada, é muito suscetível a que haja erros, de introdução, de digitação, etc.”, concretizou.

A solução passa por um sistema de validação, que “pode ser feita utilizando pessoas especializadas ou incluindo os novos mecanismos, recorrendo à inteligência artificial ou algoritmos computacionais, que fazem cruzamento de dados”.

“Muitas vezes, o fator humano é importante para investigar, como telefonar ao país para alertar. É um processo normal, feito por organismos responsáveis pela compilação de informação estatística. Não se percebe que aqui tenham surgido, e continuem a surgir, erros tão grosseiros na informação”, rematou o investigador.

Ainda assim, Jorge Bravo acredita que as instituições estão a “aprender com o que está a acontecer” e “estão mais do que nunca conscientes da importância da informação oficial ser transparente, oportuna e credível”.

Ao Público, o mesmo investigador diz que nalguns casos há margens de erro superiores a 40%, noutros há impossíveis valores negativos e em muitos há discrepâncias óbvias.

“Se os dados de base não estiverem corretos ou tiverem problemas de atualidade ou de medida ou desfasamento temporal ou valores absurdos, como casos negativos e outras coisas do género que nós detetámos, é óbvio que todas as projeções e os resultados destes modelos vão estar enviesados, pois estão assentes num erro à partida”, sumariza.


TAGGED:ciênciaCiência & SaúdeCoronavirusDestaqueNacionalsaúde
Share This Article
Email Copy Link Print
Previous Article Só 15 pessoas tiveram subsídio social de desemprego renovado em julho. Milhares terão ficado sem apoio
Next Article Ministro das Finanças alemão quer manter lay-off por dois anos
Sem comentários

Deixe um comentário Cancelar resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

4 × 5 =

This site uses Akismet to reduce spam. Learn how your comment data is processed.

Outras

Cinfães iniciou programação cultural de fevereiro com espetáculo de circo no Auditório Municipal

A agenda cultural de fevereiro em Cinfães começou de forma animada e cheia de fantasia. O Auditório Municipal recebeu o…

Castelo de Paiva promove Vitela Assada nos “Fins de Semana Gastronómicos” de maio

O concelho de Castelo de Paiva já revelou a proposta gastronómica com…

Castelo de Paiva: Autarquia junta-se a mentores para preparar os 40 anos dos Jogos Desportivos e Culturais

Os edifícios dos Paços do Município de Castelo de Paiva acolheram um…

- Advertisement -
Ad imageAd image

Você também pode gostar

Chefe do Estado-Maior do Exército demite-se

Miguel A. Lopes / Lusa O chefe do Estado Maior do Exército (CEME), o general Rovisco Duarte, demitiu-se nesta quarta-feira,…

Covid-19 pode afetar de forma particular os pulmões de futebolistas e atletas de alta competição

(cv) YouTube Uma nova investigação conduzida por investigadores da Alemanha e de Itália sugere que o novo coronavírus (covid-19) pode…

Banco de Portugal tem até quinta-feira para enviar ao Parlamento lista dos grandes devedores

José Sena Goulão / Lusa O governador do banco de Portugal, Carlos Costa O Banco de Portugal (BdP) tem até…

Moody’s coloca banca portuguesa em perspetiva negativa

O.I.N. / Wikimedia A Moody’s alterou também para negativa a perspetiva da Noruega, Finlândia, Hungria e Eslováquia, dizendo reflete a…

De Castelo de Paiva para todo Portugal! logo paivense

Regional

  • Castelo de Paiva
  • Cinfães
  • Paredes
  • Penafiel
  • Tamega e Sousa

Cotidiano

  • Desporto
  • Economia
  • Educação
  • Mundo
  • Política

Saúde

  • Ciência
  • Coronavírus
  • Medicina
  • Saúde e Bem Estar
  • Saúde Pública

Cultural

  • Arte
  • Carnaval
  • Cultura
  • Literatura
  • Música

Mais

  • Beleza
  • Curiosidade
  • Internet
  • Opinião
  • Sociedade

Visão: Relevância, verdade, agilidade, credibilidade e eficiência / Contacto: info@paivense.pt / mf@pressmf.global

© 2025 Paivense – Todos os direitos reservados. Registo ERC número 127076
Welcome Back!

Sign in to your account

Username or Email Address
Password

eleven + seven =

Lost your password?