Ao usar este site, você concorda com o Política de Privacidade e o Termos de Uso.
Accept
De Castelo de Paiva para todo Portugal!De Castelo de Paiva para todo Portugal!De Castelo de Paiva para todo Portugal!
Font ResizerAa
  • Home
  • Regional
  • Nacional
  • Saúde
  • Outras Notícias
  • Estatuto Editorial
Reading: Os romanos podem ter sido os primeiros caçadores de baleias
Share
Font ResizerAa
De Castelo de Paiva para todo Portugal!De Castelo de Paiva para todo Portugal!
  • Castelo de Paiva
  • Cinfães
  • Economia
  • Mundo
  • Política
  • Regional
  • Sociedade
Pesquisar
  • Home
  • Regional
  • Nacional
  • Saúde
  • Outras Notícias
  • Estatuto Editorial
Follow US
© 2025 Paivense - Todos os direitos reservados. matrícula ERC número 127076

Home - Ciência - Os romanos podem ter sido os primeiros caçadores de baleias

Ciência

Os romanos podem ter sido os primeiros caçadores de baleias

Last updated: 14 de Julho, 2018
Redação
Share
4 Min Read
SHARE

Ossadas de baleias-cinzentas e baleias-francas do Atlântico Norte foram encontradas no Estreito de Gibraltar. Estes ossos sugerem que, nos primeiros séculos depois de Cristo, as baleias não só circulavam por mares europeus como também eram caçadas por povos romanos.

As baleias francas eram encontradas em todo o Atlântico Norte durante essa época, com locais de reprodução espalhados pelas costas do norte da nossa vizinha Espanha e do noroeste de África. Mas hoje o cenário é diferente. A partir da Idade Média houve um aumento significativo da caça desta espécie e, atualmente, ela só é encontrada a norte do globo.

Por volta do século XVIII foi a vez das baleias-cinzentas desaparecerem do Atlântico Norte. Atualmente, podemos encontrá-las no Pacífico.

Os esqueletos destes animais foram encontrados em cinco sítios arqueológicos localizados ao longo do Estreito de Gibraltar e no noroeste de Espanha, juntamente com restos de golfinhos e elefantes. Os investigadores afirmam que este achado sugere que estas baleias podem ter sido comuns na entrada do Mediterrâneo e que os romanos poderiam tê-las caçado.

Ana Rodrigues, primeira autora da pesquisa do Centro de Ecologia Funcional e Evolutiva do CEFE, na França, e a sua equipa examinaram dez ossos recolhidos durante as escavações arqueológicas ou alojados em coleções de museus. Esses ossos eram provenientes de cinco locais – quatro do Estreito de Gibraltar e um da costa noroeste de Espanha. Três dos locais estavam ligados à indústria romana de salga e molho de peixe, avança o The Guardian.

A equipa combinou a análise anatómica com novas análises baseadas tanto no ADN extraído dos ossos como no colagénio – uma proteína cuja composição difere entre grupos de espécies e que se degrada mais lentamente do que o ADN. Todos os ossos foram datados da época romana ou pré-romana, através de datação por carbono

A equipa sugere assim, no artigo científico publicado recentemente na Proceedings of the Royal Society B, que tanto as baleias-cinzentas como as baleias-francas do Atlântico Norte eram comuns nas águas ao redor do estreito de Gibraltar durante a época romana.

Esta teoria é ainda apoiada por escritos da época. Plínio, o Velho – um naturalista que morreu na costa de Pompeia durante um desastre vulcânico – parece referir-se ao parto de baleias nas águas costeiras de Cádis no inverno na sua Naturalis Historia.

E se as baleias estivessem mesmo presentes, é muito provável que os romanos as caçassem. Vicki Szabo, especialista em história da caça da Western Carolina University, disse que o estudo oferece um vislumbre dos habitats passados ​​das baleias, além de reforçar que a caça industrial poderia ter acontecido muito antes do que se pensava.

“As baleias são consideradas arqueologicamente invisíveis porque muito poucos ossos são transportados da costa para o local. Assim, neste contexto, esta concentração de espécies é significativa”, disse.

Também de acordo com os textos do autor grego Opiano de Apameia, que viveu no século II, as baleias eram caçadas com arpões, cortadas com tridentes e machados e levadas posteriormente para a costa.

Ainda assim, permanece incerto se os romanos caçavam, ou não, estes mamíferos. Erica Rowan, arqueóloga da Universidade de Londres, refere que se as baleias tivessem sido caçadas em escala industrial, deveria haver mais evidências. “Não em sítios zoológicos, mas talvez na literatura ou na cerâmica”, sustenta.

No entanto, a autora principal mantém-se confiante no que toca a esta descoberta. “Este estudo pode mudar a nossa perspetiva sobre a economia romana“, frisa Ana Rodrigues.

TAGGED:BiologiaciênciaCiência & SaúdeDestaque
Share This Article
Email Copy Link Print
Previous Article Plano da 3.ª semana de atividades – “Cinfães em Movimento”
Next Article Encontrado o mais antigo excerto da “Odisseia” de Homero
Sem comentários

Deixe um comentário Cancelar resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

This site uses Akismet to reduce spam. Learn how your comment data is processed.

Outras

Penafiel abre período de candidaturas para a sua nova residência universitária

Penafiel, Portugal – Os estudantes que elegeram Penafiel para o seu percurso académico no ensino superior têm, a partir de…

Federação das Associações da Diáspora reforça rede internacional em encontro realizado em Viseu

A Federação das Associações da Diáspora (FAD) realizou, nos dias 8 e…

Cônsul honorária de Cabo Verde para os distritos de Castelo Branco, Guarda e Viseu reforça cooperação institucional entre o Rio de Janeiro e o interior português durante visita oficial à cidade maravilhosa

A cônsul honorária da República de Cabo Verde em Portugal para os…

- Advertisement -
Ad imageAd image
De Castelo de Paiva para todo Portugal!De Castelo de Paiva para todo Portugal!
© 2025 Paivense – Todos os direitos reservados. matrícula ERC número 127076
Welcome Back!

Sign in to your account

Username or Email Address
Password

Lost your password?