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Home - Desporto - Caldas quer “desfrutar” da “montra”, mas mantém vivo o sonho de chegar ao Jamor

Desporto

Caldas quer “desfrutar” da “montra”, mas mantém vivo o sonho de chegar ao Jamor

Last updated: 26 de Fevereiro, 2018
Redação Paivense
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7 Min Read
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O percurso histórico do Caldas na Taça de Portugal de futebol vai ter mais um ‘capítulo’ diante do Desportivo das Aves, numa meia-final em que os caldenses querem “desfrutar” mas sem abdicar do sonho de chegar ao Jamor.

Em entrevista à agência Lusa, o treinador da formação que milita na Série D do Campeonato de Portugal, José Vala, antecipou as dificuldades que esperam a sua equipa na visita à Vila das Aves, na primeira mão da eliminatória, marcada para quarta-feira.

“Vamos procurar desfrutar destes dois jogos. Queremos trazer um resultado que nos permita sonhar com a passagem à final da Taça. Independentemente do resultado que trouxermos, acredito que vamos ter uma casa excelente no dia 18 de abril [na segunda mão]. Sabemos que vai ser extremamente difícil, a diferença entre as equipas é enorme, mas, já que estamos aqui, não vamos dizer que não temos ambições. São limitadas, mas temos ambições”, afirmou.

Apesar da diferença de ‘forças’, o técnico, de 46 anos, assegurou que o Caldas vai “jogar para ganhar”, até porque quer que os jogadores se mostrem numa eliminatória que terá “grande mediatismo”, depois de terem deixado pelo caminho os ‘profissionais’ Arouca, Académica e Farense.

“Pedimos aos jogadores que joguem aquilo que costumam jogar. Vai ser uma montra para eles. Se vamos jogar fechados, com o bloco baixo, perdemos e não mostramos aquilo que somos capazes de fazer. Estes dois jogos são um prémio e vamos desfrutar”, referiu.

O momento, considerado como “um dos mais marcantes da história contemporânea do Caldas” é suportado pelo apoio que a equipa terá na Vila das Aves. Das Caldas da Rainha, “vão viajar 17 autocarros e mais de 100 ‘motards'”, segundo adiantou José Vala, que sonha com a possibilidade de subir ao relvado do Estádio Nacional e cumprir um protocolo instituído há muito nas finais da Taça.

“Até já brinquei lá em casa com a possibilidade de cumprimentar o nosso Presidente da República. Já pensei nisso e em muitas coisas. Todos aqui já sonhámos com isso. Há que lutar para tornar os sonhos em realidade e é isso que vamos fazer”, vincou.

Desde a eliminatória dos quartos de final, com o Farense, os atletas do Caldas têm tido “um mês e meio fora do normal”, mas que não os impede de terem “os pés bem assentes na terra”, de acordo com o capitão Rui Almeida.

“Temos tido grandes molduras humanas nos jogos do campeonato e somos reconhecidos e abordados na rua. No grupo, há uma responsabilização total, mas, ao mesmo tempo, queremos desfrutar, porque o futebol é para se desfrutar”, disse à Lusa.

O central, de 32 anos, está a cumprir a oitava temporada consecutiva no Caldas, onde, de resto, fez formação, pelo que reconhece a importância do momento: “Não é normal uma equipa amadora chegar a esta fase da Taça de Portugal. É isto que gostamos de fazer e é para isto que nos preparámos, que fizemos sacrifícios e nos dedicámos. É o prémio por todo o trabalho desenvolvido. Vamos aproveitar e desfrutar o momento, mas temos ambição e gostamos de sonhar.”

Enquanto capitão do conjunto das Caldas, Rui Almeida ainda não pensou na possibilidade de disputar o jogo decisivo, no Jamor. Contudo, caso o Caldas atinja a final da Taça, uma coisa parece quase certa.

“Há algo que tenho estabelecido e que comento com o grupo na brincadeira, embora acredite que será levado a sério, caso lá cheguemos: fazermos a nossa refeição na mata do Jamor. Em vez de irmos a um restaurante, vamos comer com os nossos adeptos na mata e, depois, se tivermos tempo, vamos jogar futebol”, revelou entre sorrisos.

Se a eliminatória com o Farense não teve de ser decidida nas grandes penalidades, muito se deve ao avançado Pedro Emanuel, o mais velho dos atletas do plantel (36 anos) e autor de dois dos três golos do triunfo (3-2) sobre os algarvios, o segundo dos quais aos 116 minutos.

“Na altura foi uma emoção tremenda. Foi um momento inesquecível para mim e para a equipa”, começou por dizer à Lusa, antes de reforçar a intenção do Caldas na deslocação à Vila das Aves: “Não podemos ir com aquela pressão de querer ganhar e de querer fazer um bom resultado a todo o custo. Vamos jogar contra uma equipa da I Liga, que certamente é mais forte do que nós, mas no futebol tudo é possível e tudo faremos para contrariar o favoritismo deles. Queremos desfrutar.”

O antigo atleta de Fátima e União de Leiria, entre outros, admitiu que as duas partidas com o Desportivo das Aves serão as mais importantes da história do clube, que espera seguir os passos do Leixões, última formação do terceiro escalão a atingir uma final, em 2002.

“Só o Leixões, na altura na II divisão B, conseguiu chegar à final, mas já era uma equipa completamente profissional, liderada pelo Carlos Carvalhal. Seria um feito enorme. São os dois jogos mais importantes da minha carreira, dos meus colegas e do clube”, rematou.

O Caldas joga a primeira mão das meias-finais no terreno do Desportivo das Aves, na quarta-feira, a partir das 20:15.

A segunda mão terá lugar a 18 de abril, no Campo da Mata, nas Caldas da Rainha, sendo que o vencedor da eliminatória se apura para a final da Taça de Portugal, a disputar frente a Sporting ou FC Porto.

TAGGED:CaldasTaça de Portugal
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ByRedação Paivense
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Fabiano de Abreu Rodrigues é um jornalista com Mestrado e Doutorado em neurociência e em psicologia pela universidade EBWU nos Estados Unidos e na Université Libre des Sciences de l'Homme de Paris. Ainda na área da neurociência, pós graduação na Universidade Faveni do Brasil e Especialização em propriedade elétricas dos neurônios e regiões cerebrais na Universidade de Harvard nos Estados Unidos. Pós Graduação em Neuropsicologia pela Cognos de Portugal, Mestre em Psicanálise pelo Instituto e Faculdade Gaio, membro da Unesco e Neuropsisanalista pela Sociedade Brasileira de Psicanálise Clínica. Especialização em Nutrição Clínica e Riscos Psicossociais pela Traininghouse de Portugal e Filosofia na Universidade de Madrid e Carlos III na Espanha. Integrante da SPN - Sociedade Portuguesa de Neurociências – 814, da SBNEC - Sociedade Brasileira de Neurociências e Comportamento – 6028488 e da FENS - Federation of European NeuroscienceSocieties - PT30079 e membro da Mensa, sociedade de pessoas de alto QI com sede na Inglaterra.
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