Por Lara K. Westphalen | fundadora & CEO | The Life Curators | thelifecurators.com
A auto-sabotagem raramente aparece de forma evidente ou dramática; muitas vezes, ela se manifesta em hábitos sutis, padrões de pensamento e comportamentos que limitam o potencial de crescimento e o impacto dentro das organizações.
Um dos exemplos mais comuns é a crença de que trabalhar mais automaticamente significa liderar melhor. Muitos líderes acabam sobrecarregados por assumirem tarefas que poderiam ser delegadas, revisarem detalhes excessivos ou se manterem ocupados com atividades que não geram impacto estratégico real.
Liderar com eficiência exige foco no que realmente move os objetivos do negócio e a capacidade de confiar na equipe para executar o restante.
Outra forma frequente de auto-sabotagem é permitir que o medo do julgamento influencie decisões importantes. Em alguns casos, líderes adiam iniciativas, evitam riscos ou buscam aprovação constante por receio de errar ou de como serão percebidos. Essa hesitação pode custar tempo, inovação e oportunidades valiosas.
A coragem de tomar decisões com clareza, mesmo diante de incertezas, é uma característica essencial da liderança contemporânea.
Também é comum que experiências negativas do passado acabem definindo escolhas futuras. Projetos que não deram certo, falhas ou decisões equivocadas podem se transformar em um peso emocional que limita novas tentativas.
No entanto, erros não devem ser vistos como sentenças, mas como aprendizados. Líderes resilientes são aqueles que conseguem extrair lições do passado sem permitir que ele determine o futuro.
Superar padrões de auto-sabotagem não é uma questão de perfeição, mas de consciência e intenção.
Pequenas mudanças na forma de agir, pensar e liderar podem abrir espaço para decisões mais estratégicas, equipes mais autônomas e resultados mais consistentes.
Liderança, no fim, é sobre criar clareza, confiança e movimento, começando por não ser o maior obstáculo no próprio caminho.


