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Home - Economia - “Espuma mediática” disfarça responsabilidades no Novo Banco (e acusações na EDP “não têm fundamento”)

Economia

“Espuma mediática” disfarça responsabilidades no Novo Banco (e acusações na EDP “não têm fundamento”)

Last updated: 31 de Julho, 2020
Redação
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4 Min Read
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rtppt / Flickr

Eduardo Catroga, que representa a China Three Gorges, no Conselho Geral e de Supervisão (CGS) da EDP, disse, em entrevista ao Jornal Económico, que a “espuma mediática” disfarça responsabilidades no modelo de venda do Novo Banco e que as acusações contra António Mexia “não têm fundamento”.

Em entrevista ao Jornal Económico, Eduardo Catroga disse que existe “muita espuma mediática” em torno da venda dos ativos do Novo Banco, que está a ser usada “para iludir a perceção das pessoas e comentadores”.

O economista defendeu que a polémica com o Novo Banco está a ser “provocada por forma a disfarçar eventuais responsabilidades do modelo da decisão tomada pelo Governo e Banco de Portugal e negociada com a Comissão Europeia em outubro de 2017”.

Segundo Catroga, essa negociação teve “consequências negativas face às expectativas vendidas à opinião pública em outubro de 2017” que foram evidenciadas pelos “desenvolvimentos posteriores da atual crise da covid-19”.

Questionado sobre o pedido para o Ministério Público (MP) investigar as transações, Catroca afirmou que “há que utilizar os mecanismos contratuais e legais para garantir a transparência de todo o processo”.

Uma investigação do jornal Público revelou que o Novo Banco emprestou dinheiro ao fundo Anchorage para mais de 5 mil imóveis e 8 mil frações, um negócio que resultou em prejuízo para o banco. Os partidos e Marcelo Rebelo de Sousa exigiram esclarecimentos. Esta sexta-feira, soube-se que a auditoria pedida há dois anos está atrasada e não será entregue dentro do prazo estabelecido.

Acusações contra Mexia “não têm fundamento”

Na mesma entrevista, Eduardo Catroga disse que “esperança que o poder judicial” venha a derrotar os processos contra a elétrica e que os acionistas da empresa sabem que as acusações “não têm fundamento”.

Questionado sobre uma possivel recondução do presidente da EDP, António Mexia, Catroga disse que “o Conselho de Administração sempre foi transparente em relação a todas estas questões e deu todas as informações. O CGS sempre acompanhou as varias fases deste processo e mostrou a sua solidariedade para com esses dois administradores”, disse. “Os acionistas da EDP sabem que as questões em análise no poder judicial, que respeitam, não têm fundamento e são soberanos na escolha dos administradores“.

O denominado processo das rendas excessivas da EDP está há cerca de oito anos em investigação no Departamento Central de Investigação e Ação Penal (DCIAP) e tem ainda como arguidos, entre outros, o ex-ministro Manuel Pinho, o administrador da REN e antigo consultor de Pinho, João Faria Conceição.

O inquérito investiga práticas de corrupção e participação económica em negócio nos procedimentos relativos à introdução no setor elétrico nacional dos Custos para Manutenção do Equilíbrio Contratual (CMEC).

António Mexia e Manso Neto são suspeitos dos crimes de corrupção ativa e de participação económica em negócio.

No âmbito do caso EDP, o juiz Carlos Alexandre decretou a suspensão de funções de António Mexia, presidente da EDP, e João Manso Neto, presidente da EDP Renováveis, concordando ainda com outras medidas de coação propostas pelo Ministério Público relativas ao pagamento de uma caução e proibição de contactos entre arguidos.


Fonte: ZAP

TAGGED:BancaDestaqueEconomiaEDPEnergiaJustiçaNacionalNovo Banco
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