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Home - Economia - Preço da carne de frango aumentou 30% em duas semanas. Peixe ficou mais barato

Economia

Preço da carne de frango aumentou 30% em duas semanas. Peixe ficou mais barato

Last updated: 24 Março, 2020 11:15
Redação
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Jim Hickcox / Flickr

Nas últimas duas semanas, o preço da carne de frango e porco aumentou entre 10 a 30% em Portugal, de acordo com o Jornal de Notícias.

Em tempos de crise como a que vivemos da Covid-19, a escassez de produtos acaba por levar a um aumento de preços. A somar a isto, a maioria da carne consumida em Portugal é oriunda de Espanha, país muito afetado com a pandemia, frisa o matutino.

Segundo o levantamento feito pelo Jornal de Notícias, um quilograma de peito de frango que, sem promoções, custava 4,99€ no início de março, num talho de rua, passou agora a ser vendido a 6,49 euros; já um lombo de porco, que antes custava 4,99 euros, está agora a ser comercializado por 5,99 euros.

Em sentido contrário, o preço do peixe está a cair, uma vez que os pescadores não conseguem fazer chegar o produto fresco ao consumidor, devido ao encerramento de vários restaurantes e mercados nas últimas semanas.

No que toca a legumes e frutas, a situação “não é muito melhor, pois importamos [Portugal] muito do que comemos”, incluindo a maioria dos cereais para a ração dos animais e para o pão, e as sementeiras da primavera podem estar ameaçadas pela quarentena, garantiram representantes de associações de produtores.

Vendas no retalho alimentar com crescimento de 14%

Dados da consultora Nielsen revelam também nesta terça-feira que o retalho alimentar tem registado um aumento de vendas, com os supermercados e hipermercados a registarem um crescimento de 14% neste segmento, devido ao surto de Covid-19.

Assim, de acordo com a primeira edição do barómetro semanal da Nielsen sobre este tema, em relação à semana de 24 de fevereiro a 1 de março, em termos homólogos, existiu “um crescimento das vendas nos Hipers+Supers [hipermercados e supermercados] que totalizou 14% entre as categorias de alimentação, detergentes e produtos de higiene e frescos, quando desde o início do ano a tendência se situava nos 6%”.

“A avaliação realizada pela Nielsen revela uma reação no comportamento do consumidor perante esta pandemia, em linha com a própria evolução desta situação no continente europeu e em território nacional”, indicou a Nielsen.

Segundo a Nielsen, “constata-se uma preocupação acrescida entre os portugueses com a saúde e o armazenamento de produtos alimentares, exemplificado nos valores mais elevados registados para as conservas (+42%), os produtos ricos em vitamina C (kiwi +39%, laranja +37%, tangerina/clementina +37%) e produtos básicos (+36%)”.

Além disso, existem preocupações com a saúde e a limpeza, sendo que estão também no topo do crescimento “detergentes e produtos de higiene”, adiantou.

De acordo com a Nielsen, a “reação dos portugueses não foi igual em todo o território: Lisboa, Setúbal, Leiria e Santarém foram os primeiros a reagir e foi nestas zonas geográficas que o consumo mais disparou”, sendo que, na capital, “o consumo de 18% registado nesta semana triplicou a tendência de 6% verificada desde o início do ano”.

A consultora alerta para que “as próximas semanas podem demonstrar uma situação diferente, uma vez que os primeiros casos positivos da covid-19 foram registados no norte do país”, adiantou a Nielsen.

Este barómetro foi feito com base em dados da Auchan, Continente, Dia/MiniPreço, El Corte Inglés, Intermarché, Mercadona e Pingo Doce, e analisou vendas em valor, em termos homólogos. A Nielsen Holdings é uma empresa global de gestão de medição e análise de dados, que reúne os seus próprios dados com dados de outras fontes.

Fonte: ZAP

TAGGED:DestaqueEconomiaPreços
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