O Ministério dos Negócios Estrangeiros confirmou a atualização trágica do número de vítimas portuguesas e lusodescendentes na sequência do violento abalo sísmico que atingiu o território venezuelano. Entre os 89 óbitos contabilizados, encontram-se 72 adultos e 17 crianças, sendo que 77 destas vítimas possuíam também nacionalidade venezuelana. Estes dados marcam um agravamento em relação ao registo anterior, que indicava 84 mortos e 63 pessoas dadas como desaparecidas no mesmo evento catastrófico.
No cômputo geral, as autoridades venezuelanas reportam agora um total de 2.295 vítimas mortais e 12.400 feridos. Perante a magnitude desta tragédia, a presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, estabeleceu um período de sete dias de luto nacional, uma medida acompanhada pelo Governo português, que também decretou um dia de luto oficial no domingo, prestando homenagem aos cidadãos nacionais que perderam a vida.
No âmbito da resposta diplomática e humanitária, o secretário de Estado das Comunidades Portuguesas, Emídio Sousa, avançou que a Força Aérea Portuguesa mobilizou dois aviões para transportar ajuda essencial para a Venezuela. A partida destas aeronaves está prevista para ocorrer até à próxima terça-feira. O ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros, Paulo Rangel, detalhou em Lisboa que a carga inclui bens de primeira necessidade, como seis toneladas de medicamentos, 15 toneladas de produtos de higiene, além de material de saneamento.
A operação contempla ainda o envio de duas ambulâncias devidamente equipadas. Segundo Paulo Rangel, esta remessa constitui a transição para uma nova etapa do auxílio português, focada na assistência de médio prazo após a fase de emergência inicial. O governante sublinhou que estas medidas complementam o trabalho dos socorristas lusos que já se encontram no terreno, empenhados nos esforços de auxílio aos afetados pela catástrofe que assolou o país sul-americano.


