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Home - Ambiente - Novo método para produzir carne em laboratório pode reduzir drasticamente os custos desse produto

AmbienteCiênciaEconomiaMundoTecnologia

Novo método para produzir carne em laboratório pode reduzir drasticamente os custos desse produto

Last updated: 28 Agosto, 2019 21:00
Redação
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UGA CAES/Extension / Flickr

A carne produzida em laboratório oferece uma alternativa mais ética às carnes tradicionais. Agora, graças a uma ‘startup’ sediada em Londres, os preços podem baixar para apenas 15 dólares (cerca de 13,5 euros) por hambúrguer.

A carne cultivada em laboratório, também conhecida como “carne limpa”, é concebida a partir de células-tronco de animais, que são colocadas num ambiente rico em nutrientes que as estimule a crescer.

Embora este tipo de carne ainda não seja visto nas prateleiras, o interesse está a desenvolver-se e as ‘startups’ estão a apostar em alimentos ‘in vitro’. Contudo, um dos maiores obstáculos para o crescimento dessas células em grande escala é o processo. E as tecnologias atuais são, geralmente, muito caras.

Contudo, segundo um artigo do Inverse, uma equipa da Multus Media está a trabalhar para reduzir o custo de um dos maiores componentes desse produto: o soro.

Num artigo de outubro de 2018, a American Chemical Society explicou que o soro usado para o crescimento das células poderia representar cerca de 80% do custo final do produto. Comparando estes custos com os associados à criação de gado tradicional, que se alimenta de relva que cresce naturalmente no solo, é um problema.

Esse soro contém nutrientes e fatores de crescimento – proteínas que estimulam o crescimento -, que são difíceis de encontrar. O soro sanguíneo dos fetos de vitelos, embora em teoria seja fácil de encontrar, pode minar a finalidade da carne criada em laboratório, já que envolve a morte de vacas grávidas.

(dr) Maastricht University

Uma reportagem da Wired publicada em de abril de 2018 mostrava que a indústria do soro bovino fetal produz apenas uma pequena quantidade de soro, o suficiente para os poucos milímetros necessários para estas primeiras experiências, mas não para sustentar uma indústria generalizada.

Composto por estudantes do Imperial College London, o grupo da Multus Media acredita ter os meios para estimular o crescimento de células-tronco, utilizando uma alternativa mais barata e sem recorrer a animais.

A ‘startup’ propõe um meio de cultura que trabalha com leveduras geneticamente modificadas, recriando os fatores de crescimento dos mamíferos. A levedura foi projetada para criar os hormónios certos para o crescimento, enquanto a própria levedura pode ser usada para criar um extrato com os nutrientes necessários. Isso abrange ambas as áreas e pode tornar o processo mais eficiente.

Além da Multus Media, outras empresas estão a explorar essa área. A Mosa Meats sugeriu o uso de bactérias geneticamente modificadas para produzir fatores de crescimento. A Finless Foods explorou a utilização de ADN de peixes para modificar as leveduras. Já a IntegriCulture, que estuda o fígado de ganso cultivado em laboratório, criou uma mistura de crescimento não convencional que usa bebidas energéticas desportivas.

O investigador holandês Mark Post, fundador da Mosa Meats, comeu o primeiro hambúrguer “limpo” em 2013, mas o preço de 330 mil doláres (à volta de 297 mil euros), referiu o Inverse, colocou esse produto longe do universo do cardápio diário do McDonald’s.

Mas algumas pesquisas sugerem que este tipo de carne pode chegar às prateleiras dos mercados em 2021, com um preço de 10 dólares (quase nove euros) por unidade. Porém, os nutrientes ​​para alimentar as células são um fator importante no preço final.

TP, ZAP //

TAGGED:alimentaçãoAmbienteciênciaCiência & SaúdeConsumoEconomiaempresasInvestigaçãoMundoSustentabilidadeTecnologia
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