O balanço oficial provisório do duplo terramoto que atingiu a Venezuela aponta para pelo menos 188 mortos, mais de 1500 feridos e cerca de 147 desaparecidos. As autoridades confirmaram a morte de seis cidadãos da comunidade portuguesa e lusodescendente, sendo duas vítimas de nacionalidade portuguesa e quatro lusodescendentes. O Ministério dos Negócios Estrangeiros informou que um cidadão português foi retirado dos escombros com vida, mas acabou por falecer a caminho do hospital.
O primeiro sismo de magnitude 7,2 ocorreu a cerca de 200 quilómetros de Caracas, sendo seguido por um segundo abalo de magnitude 7,5 e por cerca de 20 réplicas. O abalo provocou a destruição de cidades inteiras e o colapso de edifícios em regiões habitadas por uma forte comunidade lusa, o que gerou cortes nas telecomunicações e uma situação de emergência decretada pelas autoridades venezuelanas.
Apoio e resgate internacional
Para mitigar os impactos da catástrofe, Portugal e outros sete países da União Europeia preparam o envio imediato de equipas de busca e salvamento. O governo do Brasil também confirmou o envio de uma missão humanitária transportada por uma aeronave militar KC 390 da Força Aérea com equipas de bombeiros, técnicos da defesa civil e especialistas em telecomunicações equipados com dispositivos capazes de detetar sinais de telemóveis sob os escombros.
Os conselheiros das comunidades portuguesas na Venezuela relatam um cenário de grande destruição e dificuldade em contactar familiares devido ao isolamento das regiões afetadas. O Conselho das Comunidades Portuguesas vai realizar a sua reunião anual de trabalho em Lisboa onde a situação da comunidade emigrante será avaliada com prioridade pelas autoridades diplomáticas portuguesas.
Reações oficiais
O Presidente da República, António José Seguro, foi informado da morte dos seis membros da comunidade portuguesa à chegada aos Estados Unidos e expressou as suas sentidas condolências às famílias enlutadas. O chefe de Estado manifestou o desejo de que as tentativas de contacto tragam boas notícias sobre os cidadãos que ainda permanecem desaparecidos.
A cooperação internacional segue em articulação direta com a presidência da Venezuela para definir o envio de mais material de apoio humanitário, medicamentos e a montagem de um hospital de campanha para dar assistência médica aos milhares de feridos afetados pelo desastre natural.


