Ao utilizar este site, concorda com a Política de Privacidade e com os Termos de Utilização.
Accept
De Castelo de Paiva para todo Portugal!De Castelo de Paiva para todo Portugal!De Castelo de Paiva para todo Portugal!
Font ResizerAa
  • Home
  • Regional
  • Nacional
  • Saúde
  • Outras Notícias
  • Estatuto Editorial
Reading: Sem valor, dinheiro venezuelano torna-se artesanato
Share
Font ResizerAa
De Castelo de Paiva para todo Portugal!De Castelo de Paiva para todo Portugal!
  • Castelo de Paiva
  • Cinfães
  • Economia
  • Mundo
  • Política
  • Regional
  • Sociedade
Pesquisar
  • Home
  • Regional
  • Nacional
  • Saúde
  • Outras Notícias
  • Estatuto Editorial
Follow US
© 2025 Paivense - Todos os direitos reservados. Registo ERC número 127076

Home - Economia - Sem valor, dinheiro venezuelano torna-se artesanato

EconomiaMundo

Sem valor, dinheiro venezuelano torna-se artesanato

Redação
Last updated: 19 Maio, 2018 12:00
Redação
Share
SHARE

José Pestana / Flickr

Hiperinflação do bolívar leva venezuelanos a usar cédulas para confeccionar bolsas, carteiras e obras de arte. Hoje, os produtos têm mais valor de venda do que as notas.

Quando o sol começa a pôr-se na cidade colombiana de Cúcuta, Jesus Campos e a esposa Gabriela Crespo saem de casa com várias bolsas penduradas no pescoço. O casal venezuelano percorre um mercado local e uma praça pública na tentativa de vender bolsas e carteiras coloridas, costuradas cuidadosamente ao longo do dia.

Mas não são acessórios comuns: cada bolsa é composta por 800 notas de bolívares venezuelanos, dobrados e entrelaçados para formar uma avantajada bolsa retangular. Cada carteira é feita com 200 notas do dinheiro cada vez mais desvalorizado da Venezuela.

Campos afirma que as notas de bolívares usadas para confeccionar uma única bolsa não seriam suficientes para comprar uma garrafa de refrigerante na Venezuela. Na Colômbia, Campos vende as suas bolsas grandes por aproximadamente 10 dólares – o suficiente para comprar, por exemplo, um quilo de carne, um pedaço de pão, alguns vegetais e a garrafa de refrigerante que não poderia adquirir em sua terra natal.

“Às vezes, as pessoas perguntam-se se as bolsas são feitas com cópias de bolívares“, diz Campos, enquanto segura uma na mão. “Mas isso não seria lucrativo. É mais barato usar as próprias notas.”

As bolsas de bolívares mostram o quão criativos se tornaram alguns imigrantes venezuelanos, enquanto lutam para ganhar a vida fora do seu país. Mas os acessórios são também um exemplo dramático da inflação extrema na Venezuela, onde uma duradoura crise económica tem forçado milhares de pessoas a deixar o país diariamente.

De acordo com Steve Hanke, professor de economia aplicada na Universidade John Hopkins, nos Estados Unidos, a inflação chegou a 16.000% na Venezuela nos últimos 12 meses. O Banco Central da Venezuela não publica estatísticas de inflação desde 2015, num esforço para esconder a gravidade do problema.

Mas a crescente desvalorização do bolívar venezuelano é evidente para qualquer um que olhe para as prateleiras dos supermercados da Venezuela. Um quilo de carne bovina é vendido atualmente por 2,7 milhões de bolívares, o equivalente ao salário mínimo no país. Uma chávena de café, que custava cerca de 2 mil bolívares há um ano, agora é vendida por 200 mil.

Essa hiperinflação, aliada à escassez de alimentos e ao aumento da criminalidade, tem impulsionado as pessoas a fugir para países vizinhos como Colômbia, Equador, Brasil e Peru. O êxodo venezuelano está a transformar-se rapidamente numa crise de refugiados na América do Sul. Segundo a Organização Internacional para as Migrações, mais de 1 milhão de venezuelanos deixaram o país desde 2015.

Quando imigrou para Cúcuta, há quatro meses, Campos começou a vender arroz doce para os venezuelanos que chegavam todos os dias à Colômbia, à procura de alimentos, medicamentos e trabalho. Custava 45 mil bolívares, e muitos pagavam com sacos cheias de notas de 100.

“Muitas agências de câmbio não aceitavam essas notas. Foi aí que tive a ideia de transformá-las em algo mais útil”, diz Campos. Ele já sabia fazer bolsas a partir de pacotes de cigarros e papel de revistas – resolveu então usar as notas de bolívares como matéria-prima.

“Nós trabalhamos muito para confecionar essas bolsas”, conta Campos no seu apartamento, enquanto colocava os últimos pontos de costura num dos produtos. “Mas agora temos dinheiro suficiente para nos alimentar e pagar o aluguer.”

Campos não é o único artista que usa as notas de bolívares como matéria-prima. Na cidade venezuelana de San Cristóbal, as notas são as telas para o designer gráfico Jose Luís Leon. Os seus desenhos em notas são feitos com marcadores de texto e esmalte e descrevem eventos atuais, pontos turísticos venezuelanos e populares desenhos animados japoneses.

O artista de 25 anos vendeu algumas peças por até cem dólares para clientes nos Estados Unidos, mas também vende as obras na Venezuela por valores que variam de dois a 20 dólares. Leon ainda teve uma de suas peças expostas numa galeria de artes em Caracas.

“Esses desenhos evocam um momento crítico na história da Venezuela“, afirma Leon. “Também mostram que é possível fazer algo bonito com algo que agora é sem valor.”

As notas de bolívares venezuelanos tornaram-se tão desvalorizadas que, enquanto o país se prepara para as eleições presidenciais neste domingo, críticos do presidente Nicolás Maduro atiram notas de 50 e 100 bolívares na multidão durante comícios da oposição.

Fonte: ZAP

TAGGED:DestaqueEconomiaMundoPolítica InternacionalVenezuela
Share This Article
Email Copy Link Print
Previous Article Arouca e Castelo de Paiva com riscos de incêndios hoje
Next Article Helicóptero com tripulação russa intercetado por F-16 em espaço aéreo nacional
Sem comentários

Deixe um comentário Cancelar resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

1 × 5 =

This site uses Akismet to reduce spam. Learn how your comment data is processed.

Outras

O texto que enviaste descreve um acontecimento interno do Partido Social Democrata (PSD) no concelho de Cinfães, distrito de Viseu. Aqui vai uma síntese clara do conteúdo:

Eleição no PSD Cinfães Resultado da eleição Linhas orientadoras anunciadas A nova direção destacou três prioridades principais para o mandato:…

Assembleia Municipal de Cinfães aprova reforço de incentivos e transferência de competências

A Assembleia Municipal de Cinfães reuniu-se em sessão ordinária no passado dia…

Do coração de Cinfães às dunas de Marrocos: A odisseia solidária de Artur e Ricardo num clássico de 1989

O que começou como um desejo de aventura automóvel transformou-se numa verdadeira…

- Advertisement -
Ad imageAd image

Você também pode gostar

“Isto é criminoso”. Estivadores dizem que há risco de portos pararem

obenson / Flickr “Da forma como estamos a trabalhar nos portos, corremos o risco de todo o contingente ficar parado,…

Governo e sindicatos mantêm braço-de-ferro. Reunião negocial foi uma “verdadeira anedota”

Mário Cruz/ Lusa O secretário-geral da Fenprof disse que a reunião negocial convocada nesta quarta-feira pelo Ministério da Educação “foi…

Ryanair arrisca-se a pagar 33 milhões aos passageiros devido à greve

(CC0/PD) Lucas Davies / unsplash A companhia aérea Ryanair arrisca-se a ter de pagar uma compensação de 33 milhões de…

Afinal, empresas que não estiveram em lay-off também podem pedir apoio à retoma

António Cotrim / Lusa Mesmo que não tenham estado em regime de lay-off simplificado, as empresas que tenham uma quebra…

De Castelo de Paiva para todo Portugal! logo paivense

Regional

  • Castelo de Paiva
  • Cinfães
  • Paredes
  • Penafiel
  • Tamega e Sousa

Cotidiano

  • Desporto
  • Economia
  • Educação
  • Mundo
  • Política

Saúde

  • Ciência
  • Coronavírus
  • Medicina
  • Saúde e Bem Estar
  • Saúde Pública

Cultural

  • Arte
  • Carnaval
  • Cultura
  • Literatura
  • Música

Mais

  • Beleza
  • Curiosidade
  • Internet
  • Opinião
  • Sociedade

Visão: Relevância, verdade, agilidade, credibilidade e eficiência / Contacto: info@paivense.pt / mf@pressmf.global

© 2025 Paivense – Todos os direitos reservados. Registo ERC número 127076
Welcome Back!

Sign in to your account

Username or Email Address
Password

ten − eight =

Lost your password?