Penafiel, Portugal – O calendário do Vale do Sousa prepara-se para a chegada de um dos seus momentos mais aguardados. Entre os dias 21 e 30 de agosto, Penafiel volta a transformar-se no epicentro agrícola do Norte e Centro do país, marcando o regresso da AGRIVAL. Chegando à sua 45.ª edição, o certame reafirma o seu estatuto de montra privilegiada para o que de melhor se produz em Portugal, cruzando a tradição rural com a modernidade tecnológica.
A cerimónia oficial de abertura está agendada para a tarde de sexta-feira, 21 de agosto, pelas 15h00. A presença de José Manuel Fernandes, Ministro da Agricultura, sublinha o peso institucional de uma feira que, ao longo de mais de quatro décadas, consolidou a sua relevância estratégica para os setores agroalimentar e empresarial. Não se trata apenas de uma mostra; é um barómetro da economia regional que atrai milhares de visitantes todos os anos.
Para quem visita o recinto este ano, uma das mudanças mais visíveis ocorre no Pavilhão AGRIVAL. O edifício passou por uma intervenção de requalificação estrutural, focada em elevar os padrões de conforto e segurança. O projeto de modernização contemplou melhorias na climatização e na eficiência energética, uma aposta pensada tanto para quem trabalha diariamente nos stands como para o público que percorre os corredores.
O impacto económico que a feira gera no território é, de resto, um dos seus pontos fundamentais. A diversidade de setores representados — que vão desde a maquinaria pesada e a pecuária até às novas tecnologias e ao imobiliário — transforma o evento num motor de dinamização para a hotelaria e a restauração locais. Pedro Cepeda, Presidente da Câmara Municipal de Penafiel, é claro quanto à dimensão do projeto: a feira funciona como um dos principais eixos de promoção turística e cultural da região, sendo um espaço onde se valorizam os produtores e os produtos endógenos que definem a identidade local.
A identidade agrícola mantém-se, contudo, o coração pulsante da iniciativa. O calendário de atividades reflete este compromisso através de uma série de concursos técnicos que premeiam a excelência dos produtos da terra. A agenda de competições abre a 24 de agosto com o Concurso da Cebola, seguindo-se, no dia 25, as provas dedicadas à Broa de Milho e ao Pão de Ló. A feira dedica ainda o dia 27 ao Melão Casca de Carvalho, num esforço contínuo de preservação da qualidade regional.
Para além da área de exposição, a dinâmica da AGRIVAL estende-se a outros pontos de interesse. A Tenda Gastronómica promete, uma vez mais, reunir o melhor da cozinha regional portuguesa, permitindo um roteiro de sabores que complementa a experiência dos visitantes. Paralelamente, o Palco Tradições assegura a preservação da memória local com atuações diárias de ranchos folclóricos e grupos de música popular, enquanto a zona de bares, recentemente renovada, serve de ponto de encontro para o público após as visitas técnicas.
No capítulo da animação, o cartaz de 2026 aposta numa variedade que pretende atrair diferentes gerações. A música começa logo no dia 21 com os Expensive Soul, seguidos por Os Vizinhos, Mizzy Miles, Buba Espinho, NENA, UHF, Sara Correia, MC Kevinho e, a fechar o ciclo de grandes concertos no dia 29, Pedro Abrunhosa. É uma programação densa que garante o entretenimento noturno ao longo das nove noites do evento.
João Paulo Oliveira, presidente do conselho de administração da Penafiel Activa, sublinha que o sucesso desta edição assenta numa constante evolução infraestrutural. Para o responsável, a qualidade da programação musical, combinada com as novas condições dos espaços, reflete uma estratégia de longo prazo que procura oferecer um serviço superior aos expositores e aos milhares de pessoas que, de ano para ano, renovam a sua confiança na AGRIVAL.
O encerramento oficial, previsto para o dia 30 de agosto, contará com momentos emblemáticos, incluindo o aguardado desfile de tratores e alfaias agrícolas, além da eleição da Miss AGRIVAL. Entre colóquios técnicos da CONFAGRI e a movimentação constante de negócios e parcerias, Penafiel assume, uma vez mais, o seu papel como o centro nevrálgico do desenvolvimento rural e económico do Norte de Portugal.


