Penafiel, Portugal – O ambiente de trabalho nas unidades de saúde de proximidade está sob escrutínio. A Comissão de Trabalhadores da Unidade Local de Saúde do Tâmega e Sousa deslocou-se, no passado dia 17 de junho, até à freguesia de Termas de São Vicente, em Penafiel, para um contacto direto com os profissionais da USF São Vicente. A iniciativa insere-se num ciclo de reuniões descentralizadas que pretende medir o pulso à classe médica, de enfermagem e aos assistentes técnicos num momento em que a reorganização do sistema de saúde gera novas incertezas.
A presença da estrutura representativa no terreno não é casual. Com a reforma das competências a avançar, a prioridade da comissão centra-se na defesa de condições laborais que garantam dignidade e segurança aos profissionais. Não se trata apenas de cumprir um calendário de visitas, mas de entender, na prática, como as mudanças estruturais afetam o quotidiano de quem cuida dos doentes.
Durante a passagem pela unidade, a comitiva manteve uma sessão de trabalho com a coordenadora, a Dr.ª Vera Brandão. O diálogo serviu para colocar em cima da mesa as preocupações operacionais que marcam o dia a dia daquela equipa. Do lado da USF, a receção foi positiva; os profissionais destacaram a importância de verem as suas realidades locais integradas no olhar da estrutura que os representa, agradecendo o interesse demonstrado no terreno.
Para o enfermeiro Bernardo Sousa, coordenador da comissão, este contacto é a base de tudo. Num universo vasto e complexo que engloba duas unidades hospitalares e mais de sete dezenas de estruturas funcionais dispersas por 11 municípios — num total que ronda os 5000 trabalhadores —, a proximidade é a ferramenta mais eficaz. Segundo o responsável, só através desta cooperação institucional se consegue manter um diálogo real capaz de dar resposta aos desafios desta vasta rede de cuidados de saúde.


