Nos Estados Unidos, a Amnistia Internacional alerta para o agravamento das práticas autoritárias durante a administração de Donald Trump. Num relatório recentemente divulgado, a organização denuncia o enfraquecimento do Estado de direito e o encerramento progressivo do espaço cívico, alertando para um impacto negativo profundo nos direitos humanos, tanto dentro como fora do país.
Em Cuba, a Amnistia Internacional volta a exigir a libertação imediata e incondicional de todas as pessoas presas por motivos políticos. Um ano após a libertação seletiva de alguns presos de consciência, a organização considera que a situação dos direitos humanos continua a ser motivo de grande preocupação. Para Ana Piquer, diretora regional da Amnistia para as Américas, as autoridades cubanas têm o dever de garantir a liberdade plena de todas as pessoas detidas por razões de consciência.
Em Portugal, a Amnistia Internacional manifestou forte preocupação com o caso de dois agentes da Polícia de Segurança Pública acusados de crimes graves, incluindo tortura, agressões, violação, furto e falsificação, ocorridos em esquadras de Lisboa. A organização considera que houve falhas graves nos mecanismos de controlo interno, sublinhando a gravidade das acusações constantes no despacho de acusação.
No Irão, a Amnistia Internacional apelou à comunidade internacional para reconhecer que a impunidade dos crimes cometidos pelas forças de segurança tem alimentado a repressão. Desde o final de dezembro, a intensificação da violência contra protestos maioritariamente pacíficos provocou um número elevado de vítimas mortais.
Na Venezuela, as autoridades libertaram, no início de janeiro, apenas um pequeno número de presos políticos, num universo que poderá rondar o milhar. A Amnistia Internacional considera a medida insuficiente e alerta que continuam detidos vários defensores dos direitos humanos e ativistas políticos.
Este foi o Dois Minutos pelos Direitos Humanos.


