Arouca, Portugal – A sabedoria ancestral ligada à terra e ao milho voltou a ocupar o centro das atenções durante a recente edição da Feira das Colheitas. O pódio do concurso dedicado a premiar a melhor broa caseira ficou decidido após uma prova exigente que distinguiu três produtoras da região.
O primeiro lugar e o prémio monetário de 175 euros foram atribuídos a Maria Lúcia Rodrigues, representante de Moldes. A fasquia manteve-se elevada com o segundo lugar conquistado por Joaquina Teixeira, oriunda da União de Freguesias de Arouca e Burgo, que recebeu 150 euros. Logo depois, o terceiro posto e os 125.º correspondentes foram entregues a Maria Fernanda Gomes, da União de Freguesias de Covêlo de Paivó e Janarde.
Ao todo, a mesa de avaliação teve de analisar 22 exemplares submetidos a concurso. O painel de jurados reuniu peritos e figuras ligadas ao setor, contando com Cláudia Oliveira, em representação da Câmara Municipal de Arouca, e Adelaide Porto, da Direção Regional de Agricultura e Pescas do Norte. A mesa integrou ainda Cândido Moreira, da Cooperativa Agrícola de Arouca, a restauradora Susana Vieira, do estabelecimento Pedrogão, e a produtora Florinda Brandão.
Os critérios aplicados na mesa de provas foram minuciosos. Foram examinados parâmetros fundamentais como o sabor, o ponto de sal, o aroma característico, a textura da massa, o aspeto visual e o rigor na aplicação da confeção tradicional.
A iniciativa pretende incentivar a produção artesanal deste pão tradicional, recorrendo exclusivamente a ingredientes genuínos como a farinha de milho e de centeio. Através desta competição, a organização procura despertar a comunidade local para a necessidade urgente de proteger e valorizar os recursos endógenos e a identidade gastronómica de Arouca.


