Cinfães, Portugal – Onze autarquias que integram a Comunidade Intermunicipal (CIM) do Tâmega e Sousa decidiram atuar em bloco para romper o isolamento que afeta as ligações de Cinfães e Resende à rede de autoestradas nacional. A decisão saiu de um encontro em Cinfães, a 22 de setembro, onde a moção apresentada pelos presidentes das Câmaras de Cinfães, Carlos Cardoso, e de Resende, Fernando Silvério, obteve um apoio unânime de todos os conselheiros.
O foco principal desta tomada de posição reside na celeridade dos procedimentos administrativos e técnicos junto do Governo e da Infraestruturas de Portugal. Para os autarcas, não se trata apenas de uma questão de conveniência, mas de uma necessidade premente para garantir a viabilidade económica e a qualidade de vida das populações locais.
Uma das obras apontadas como inadiável é a conclusão da ligação entre Mesquinhata e Cinfães. Este troço é encarado como a peça que falta para assegurar a continuidade funcional da Variante à EN221. A lógica por trás deste investimento é clara: retirar o tráfego pesado e de atravessamento dos centros urbanos, que atualmente se veem estrangulados pela circulação de veículos nas vias que cortam o coração das vilas.
Além da fluidez do trânsito, a moção sublinha um argumento que ganha peso em zonas de relevo acidentado: a segurança e a rapidez no socorro. A melhoria das vias de acesso é vista como um fator determinante para que ambulâncias, equipas de bombeiros e forças de segurança possam cumprir a sua missão sem os obstáculos impostos por estradas obsoletas ou saturadas.
Ao oficializar este pedido, a CIM do Tâmega e Sousa pretende que o Executivo e a Infraestruturas de Portugal insiram estas intervenções, sem margem para dúvidas, nos planos nacionais de investimento rodoviário. A expectativa é que o projeto beneficie de mecanismos de financiamento, tanto a nível nacional como dos fundos estruturais europeus, transformando uma reivindicação local num objetivo estratégico de toda a região.
O documento, agora validado, segue para as instâncias centrais. O que resta saber é se o Governo acolherá esta pretensão, dotando o Tâmega e Sousa de uma rede que facilite, finalmente, o escoamento de pessoas e bens até à A4.


