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BES exige 14 milhões de euros a antigos administradores

José Sena Goulão / Lusa

A comissão liquidatária do Banco Espírito Santo está a exigir 14 milhões de euros a 15 dos antigos administradores do banco. Ricardo Salgado, Manuel Fernando Espírito Santo Silva e Pedro Matos silva ainda não foram notificados.

O BES está a exigir 14 milhões de euros, mas o valor pode ainda aumentar, segundo o Jornal de Negócios. O dinheiro pedido irá integrar a massa insolvente, para que seja distribuído pelos credores do antigo banco.

São 15 os ex-administradores do Banco Espírito Santo, que a comissão liquidatária entendeu que praticaram atos lesivos para os credores, após terem conhecimento da situação débil e de insolvência iminente do banco.

A conclusão foi retirada após a comissão ter pedido ao Novo Banco o acesso aos extratos de várias contas relativas aos dois anos anteriores à queda do BES. À exceção de Ricardo Salgado, Manuel Fernando Espírito Santo Silva e Pedro Matos Silva, todos os antigos banqueiros envolvidos foram já notificados.

A ideia de exigir dinheiro aos antigos já tinha sido referida em outubro do ano passado, na chamada “resolução em benefício da massa insolvente“. A comissão liquidatária é gerida por Carlos Brito, Miguel Alçada e Joana Martins.

Ricardo Salgado nega ter responsabilidades pela insolvência do banco, culpando o Banco de Portugal. No entanto, o Ministério Público classifica-o como o principal responsável, e o facto de estar na lista dos 15 ex-administradores que terão de contribuir para a massa insolvente, só vem confirmar a teoria do MP.

Além dos três banqueiros que ainda não foram notificados, os outros gestores envolvidos são Amílcar Morais Pires, José Maria Ricciardi, Joaquim Goes, António Souto, João Freixa, Jorge Martins, José Manuel Espírito Santo, Pedro Mosqueira do Amaral, Ricardo Abecassis, Rui Silveira, João Faria Rodrigues e Stanislas Ribes.

De acordo com o Dinheiro Vivo, apesar de todos os administradores notificados negarem as acusações, a comissão alega que as suas justificações são baseadas em factos “total ou parcialmente falsos, inexatos, descontextualizados, erroneamente descritos ou irrelevantes”.

Fonte: ZAP