A Águas do Douro e Paiva registou, em 2025, o maior volume de negócios da sua história, ultrapassando os 41 milhões de euros. No mesmo período, a empresa realizou um investimento de 7,5 milhões de euros e aumentou significativamente a produção de energia renovável, de acordo com o Relatório e Contas aprovado em Assembleia Geral, realizada a 25 de março, na ETA de Lever.
No último ano, a empresa alcançou os melhores resultados financeiros dos últimos anos. O resultado líquido antes de DRG fixou-se em 4,3 milhões de euros, enquanto o EBITDA atingiu os 17,4 milhões de euros, refletindo um crescimento de 3% face ao ano anterior. Já os resultados operacionais ascenderam a 7,4 milhões de euros, confirmando uma trajetória sólida de criação de valor e de gestão eficiente dos recursos.
Ao longo de 2025, o investimento de 7,5 milhões de euros incidiu em áreas estratégicas, com destaque para a reabilitação e ampliação de reservatórios, a modernização de infraestruturas de tratamento e elevação de água e o reforço da eficiência dos equipamentos operacionais.
No domínio da sustentabilidade energética, registou-se um avanço expressivo, com a produção de energia fotovoltaica a aproximar-se dos 3 milhões de kWh. Este valor representa um aumento de 450% face ao ano anterior e uma poupança anual estimada em cerca de 360 mil euros, refletindo a aposta na neutralidade energética e no reforço da autonomia da empresa.
Em termos operacionais, a Águas do Douro e Paiva distribuiu, em média, 293 mil metros cúbicos de água por dia, totalizando cerca de 107 milhões de metros cúbicos ao longo do ano, o que representa um crescimento de 3,8% face a 2024. Os 22 municípios abastecidos na região do Grande Porto registaram um aumento do consumo, tendo sido assegurado, uma vez mais, o fornecimento contínuo de água, sem interrupções.
A qualidade da água manteve-se em níveis de excelência, com um indicador de 99,95%, reforçando o compromisso da empresa com um serviço público seguro, fiável e de elevada qualidade.
No âmbito da economia circular, foram ainda valorizadas 2.635 toneladas de lamas, correspondentes a cerca de 99% dos resíduos produzidos, encaminhadas para reutilização na produção de telhas na indústria cerâmica.
Com todos os objetivos operacionais e financeiros cumpridos, a Águas do Douro e Paiva reforça a sua posição como referência nacional no setor da água, aliando qualidade de serviço, solidez financeira, sustentabilidade e visão estratégica de futuro.
Na mesma Assembleia Geral foi também eleita a nova Comissão Executiva para o triénio 2026-2028, presidida por Bruno Coimbra, com Fernando Vasconcelos como vice-presidente e Mariana Macedo como vogal.


