Castelo de Paiva, Portugal – O concelho de Castelo de Paiva viveu três dias de intensa atividade e animação, marcados pela realização da 27ª edição da Feira do Vinho Verde, Gastronomia e Artesanato. Mesmo perante um cenário de calor abrasador, o evento consolidou o seu estatuto de referência a nível nacional, atraindo milhares de visitantes que fizeram questão de marcar presença num certame estrategicamente desenhado para promover a qualidade da produção vitícola da Sub-Região de Paiva.
A cerimónia de abertura contou com a presença de Dora Simão, presidente da Comissão de Viticultura da Região dos Vinhos Verdes (CVRVV). Durante a sua intervenção, a responsável destacou a capacidade organizativa da autarquia local e sublinhou a relevância de iniciativas desta natureza para a projeção do vinho verde, um produto amplamente apreciado em mercados internacionais. Dora Simão aproveitou a ocasião para enfatizar que o minifúndio constitui uma vantagem competitiva significativa para a região, apelando simultaneamente às autarquias para que reforcem o apoio aos produtores locais. Na sua perspetiva, a presença destes agentes económicos em festas e romarias é fundamental para assegurar o escoamento dos vinhos e aumentar a visibilidade de todo o setor vitivinícola.
O balanço da iniciativa, traçado pelo presidente da Câmara Municipal, Ricardo Cardoso, foi extremamente positivo. O autarca congratulou-se com o sucesso da edição deste ano, que superou as expectativas iniciais, inclusive através de alterações introduzidas no layout do recinto, que se revelaram cruciais para a fluidez e conforto dos visitantes. Segundo o responsável, a equipa organizadora já iniciou o trabalho de preparação para a próxima edição, com o objetivo claro de elevar ainda mais a fasquia. Ricardo Cardoso aproveitou o momento para prestar tributo ao esforço, resiliência e dedicação dos produtores das Terras de Paiva, cujo empenho é o motor da qualidade que hoje define os vinhos da região.
O evento, que ultrapassou a marca de 30 mil visitantes, foi classificado pelo edil como um momento fulcral para o concelho, servindo de alavanca para a economia, agricultura e cultura local. Para o autarca, ver a terra de gente humilde e trabalhadora ser palco de um encontro tão dinâmico é motivo de orgulho, esperando que todos os visitantes guardem uma excelente memória e regressem ao território brevemente. No mesmo sentido, o presidente da Assembleia Municipal, Victor Moreira, reforçou a importância do certame, destacando a forma como o evento valoriza o património identitário e as tradições gastronómicas de Castelo de Paiva.
A oferta do certame foi vasta e diversificada. Ao longo dos três dias, os visitantes puderam degustar os vinhos premiados da Sub-Região do Paiva, provar a cozinha regional e a doçaria conventual, além de conhecer de perto o trabalho minucioso dos artesãos locais. O programa de entretenimento foi vasto, contando com as atuações de grupos como os Nova Som Band, Os Amigos da Sexta, Festa Total, Colectivo Capela e Acoustic Soul. A animação de rua, pontuada por concertinas e cantadores ao desafio, criou um ambiente de salutar convivialidade. No entanto, o ponto alto da programação musical foi, indiscutivelmente, o concerto de David Antunes & Midnight Band, que conseguiu reunir milhares de pessoas no palco principal do Largo do Conde.
Em números concretos, a feira apresentou cerca de oitenta expositores distribuídos por dois palcos. A representação vitícola foi assegurada por 12 espaços, que incluíram produtores de marca e individuais. O setor da restauração contou com seis espaços dedicados à gastronomia local, cinco doceiras tradicionais asseguraram a oferta de doçaria, enquanto 25 espaços foram reservados ao artesanato. Complementarmente, foram instalados 23 pontos de venda de derivados e petiscos, garantindo que o Largo do Conde se transformasse numa zona ampla, acolhedora e atrativa para todos os que decidiram visitar a região.
Esta jornada de promoção estratégica confirmou que o prestígio dos vinhos de Paiva, aliado à excelência da sua gastronomia, constitui um motor inegável para o desenvolvimento local. A aposta municipal neste certame, que continua a crescer em dimensão e reconhecimento, demonstra uma visão clara de valorização dos recursos endógenos, garantindo que a cultura e a tradição paivense permaneçam vivas e acessíveis a um público cada vez mais alargado, vindo de vários pontos do país.









