Castelo de Paiva, Portugal – O período de pausa escolar transformou-se, para um grupo de jovens de Castelo de Paiva, num exercício de cidadania ativa. Desde o início desta semana que o concelho viu arrancar a edição local do Programa Voluntariado Jovem para a Natureza e Florestas, uma iniciativa promovida pelo Instituto Português do Desporto e Juventude (IPDJ) que pretende reforçar a vigilância e a proteção do património natural da região durante os meses de maior risco de incêndios.
O desafio lançado pela autarquia, que se estende de 28 de julho até ao dia 21 de setembro de 2026, foi aceite por uma primeira equipa de 12 voluntários. Estes jovens foram recebidos nas instalações da Câmara Municipal num momento de preparação que contou com a presença de Rui Gomes, vereador do Desporto e Juventude, e de Fábio Moreira, coordenador municipal da Proteção Civil. Durante este encontro, foram transmitidas as orientações técnicas necessárias para o sucesso das rondas, acompanhadas pela entrega dos kits de trabalho fundamentais para a atuação no terreno.
A estrutura do programa foi desenhada a pensar na eficiência e na continuidade do patrulhamento. Segundo o vereador Rui Gomes, o projeto destina-se a residentes com idades compreendidas entre os 14 e os 30 anos. Para assegurar uma vigilância constante sem sobrecarregar os participantes, as atividades foram organizadas em turnos quinzenais. Esta gestão por períodos de 15 dias permite, segundo o responsável, uma cobertura mais eficaz das áreas que exigem atenção redobrada durante o verão.
Para atrair a juventude paivense, a organização definiu um modelo de incentivos que vai além da responsabilidade cívica. Cada participante tem direito a uma subvenção diária de 13 euros, correspondente a um compromisso de cinco horas de trabalho por dia. Além da compensação financeira, a autarquia assegura a proteção legal dos jovens através da ativação de seguros de acidentes pessoais e de responsabilidade civil, garantindo que a experiência decorra com o devido respaldo institucional.
O percurso de cada voluntário inclui, antes de qualquer saída para o campo, uma fase essencial de capacitação. Esta etapa formativa divide-se numa vertente geral sobre o voluntariado e numa instrução técnica específica, adaptada às tarefas de preservação que cada um terá de desempenhar nas matas do concelho. No final da missão, a participação é reconhecida formalmente com a emissão de um certificado, um documento com valor curricular que serve como prova da dedicação e responsabilidade demonstradas pelos jovens.
A Câmara Municipal de Castelo de Paiva continua a incentivar as inscrições, que devem ser formalizadas através da plataforma digital do IPDJ. O apelo municipal é direto: a preservação do património natural é um esforço coletivo. Ao convocar as novas gerações para este projeto, a autarquia sublinha que a proteção das florestas não é apenas uma tarefa das entidades oficiais, mas sim um dever que depende da mobilização e da consciência de cada cidadão, garantindo que os jovens possam, de forma útil e em contacto direto com o meio ambiente, deixar uma marca positiva na sua comunidade.


