Santa Maria de Sardoura, Portugal – O Largo do Fundo do Adro foi, uma vez mais, o centro nevrálgico da atividade em Santa Maria de Sardoura. Durante o passado fim de semana, a sétima edição da Festa do Vinho, Gastronomia e Atividades reafirmou-se como um marco incontornável no calendário da região, atraindo centenas de pessoas que procuravam o contacto direto com as tradições vitivinícolas e o artesanato local. Mesmo com a instabilidade meteorológica que marcou a noite de sexta-feira, o evento superou as expectativas, mantendo o ritmo que tem caracterizado a iniciativa organizada pela Junta de Freguesia.
Ao longo de três dias, a dinâmica no recinto foi ditada por uma mistura de saberes antigos e momentos de convívio. Com a participação de 30 expositores, o certame serviu como montra privilegiada para os produtores da freguesia, dando visibilidade à doçaria, ao artesanato e, sobretudo, ao vinho, o elemento central que dá nome à festa. A logística do evento, reconhecida pela sua funcionalidade crescente, foi um dos pontos destacados pelas entidades oficiais presentes na abertura.
Miguel Duarte, presidente da Junta de Freguesia, não escondeu a satisfação pelo balanço final. Para o autarca, a consistência do certame prova que a estratégia de valorização dos produtos locais e a preservação do saber-fazer dos produtores estão no caminho certo. Este é um esforço que ultrapassa os limites da freguesia, ganhando expressão em todo o concelho de Castelo de Paiva. O edil paivense, Ricardo Cardoso, reforçou esta ideia durante a cerimónia inaugural, sublinhando o papel crucial do voluntariado e dos produtores na manutenção da vitalidade desta celebração, que posiciona Santa Maria de Sardoura como um ponto de referência regional.
O programa, desenhado para agradar a várias gerações, foi pautado por uma oferta musical diversificada. Na sexta-feira, após o tradicional lanche de grelhados, a abertura oficial foi seguida por momentos de energia, como a Aula de Zumba e a atuação dos Amantes do Douro. A noite seguiu com a sonoridade do Rancho Folclórico de S. Martinho, a presença das Gaitas Daninhas e a música da banda Nova Dança, cabendo ao DJ Bruno Falcão a tarefa de encerrar a primeira jornada.
A energia manteve-se no sábado. A partir do início da tarde, as concertinas do grupo Os Ramadas e a animação itinerante de Nel Marçal marcaram o ritmo entre os expositores. À noite, a intensidade sonora aumentou com a entrada em cena dos bombos Os Amigos de Cima e o grupo Kamuf, culminando com o concerto da Banda Novo Show e a atuação do DJ Ricardo Ramalho, que prolongou a animação até mais tarde.
No domingo, o ambiente tornou-se mais familiar. O recinto abriu portas após o almoço, com um espaço dedicado aos insufláveis para as crianças. A tarde foi preenchida pelo teclista Paulo Soares, que conduziu o habitual bailarico popular, uma peça fundamental no convívio comunitário local. O DJ Pedro Sousa foi o responsável por encerrar esta sétima edição, que contou com o apoio da Câmara Municipal de Castelo de Paiva.
O sucesso desta iniciativa traduz-se agora num desafio para o futuro. Miguel Duarte olha para a adesão de visitantes como um sinal claro de que o evento atingiu a maturidade, prometendo continuar a trabalhar para que, nos próximos anos, a festa continue a ser um motor de dinamização económica e social para a freguesia. Entre copos de vinho, folclore e a dedicação dos voluntários, Santa Maria de Sardoura provou, uma vez mais, que a tradição, quando bem organizada, é o melhor cartão de visita de um território.


















