Ao usar este site, você concorda com o Política de Privacidade e o Termos de Uso.
Accept
De Castelo de Paiva para todo Portugal!De Castelo de Paiva para todo Portugal!De Castelo de Paiva para todo Portugal!
Font ResizerAa
  • Home
  • Regional
  • Nacional
  • Saúde
  • Outras Notícias
  • Estatuto Editorial
Reading: A desflorestação da antiga civilização maia ainda afeta a América Central
Share
Font ResizerAa
De Castelo de Paiva para todo Portugal!De Castelo de Paiva para todo Portugal!
  • Castelo de Paiva
  • Cinfães
  • Economia
  • Mundo
  • Política
  • Regional
  • Sociedade
Pesquisar
  • Home
  • Regional
  • Nacional
  • Saúde
  • Outras Notícias
  • Estatuto Editorial
Follow US
© 2025 Paivense - Todos os direitos reservados. matrícula ERC número 127076

Home - Ciência - A desflorestação da antiga civilização maia ainda afeta a América Central

Ciência

A desflorestação da antiga civilização maia ainda afeta a América Central

Last updated: 23 de Agosto, 2018
Redação
Share
4 Min Read
SHARE

Daniel Schwen / Wikimedia

Pirâmide de Kukulcán, na cidade maia de Chichen Itza, no México

Antes do seu misterioso colapso, há mais de mil anos, a civilização maia foi uma das populações mais densas da história da humanidade. Mas, à medida que a civilização antiga florescia na Península de Yucatán, iam sendo deixadas marcas nefastas no ambiente – que ainda hoje afetam a América Central.

Um novo estudo, publicado esta segunda-feira na revista Nature, mostra que os séculos de desflorestação levada a cabo pela civilização maia mudaram drasticamente a capacidade das florestas locais em armazenar carbono no solo.

Atualmente, as reservas de carbono não estão completamente recuperadas na região – mesmo milhares de anos depois da cidades maias terem sido abandonadas e as florestas terem voltado a crescer.

Este estudo alerta para a desflorestação desconcertante que acontece nos dias de hoje nos trópicos, numa escala que assustaria até a própria civilização maia. A investigação sugere ainda que estes comportamentos podem ter sérias repercussões nos níveis futuros de gases de efeito de estufa.

“Hoje, quando vamos à região de Yucatán, grande parte da região parece ter uma floresta tropical densa e antiga”, disse o autor principal e geoquímico Peter Douglas.

Esclarecendo, contudo, que “quando se olha para o armazenamento de carbono no solo, parece que o solo foi fundamentalmente modificado e nunca voltou ao estado original“.

A importância do solo

O solo é uma peça-chave na investigação sobre as alterações climáticas, uma vez que é capaz de armazenar uma quantidade impressionante do carbono – mais do dobro da quantidade existente na atmosfera da Terra.

Quanto as plantas morrem, o carbono que estas retiram da atmosfera é transferido diretamente para o solo. E, se o carbono da planta se ligar a um mineral, este pode ficar no solo durante milhares de anos.

Este é o tipo de carbono que Douglas e a sua equipa planeiam investigar. Pois, embora as reversas no solo tenham sido estudadas durante décadas, os cientistas ainda não têm a certeza do que é que acontece com estas reservas em períodos maiores de tempo, que abrangem séculos ou até mesmo milénio.

Para a investigação, a equipa analisou sedimentos retirados de três lagos nas planícies maias e identificou moléculas específicas nas amostras, chamadas de ceras vegetais, que se ligam a minerais e ficam armazenadas no solo por um longo período de tempo. A idade destas moléculas e das plantas fósseis circundantes foi determinada através do método de datação por radiocarbono.

As conclusões sugerem uma redução de 70 a 90% na idade das ceras vegetais e estas mudanças coincidem com os padrões de uso de terras e solos dos antigos maias. As descobertas implicam que, após a desflorestação maia, o carbono era armazenado no solo por muito menos tempo.

“Analisando estes dados em conjunto, percebemos que havia um importante conjunto de dados ligados à desflorestação da civilização maia e às mudanças no reservatório de carbono no solo”, explicou Douglas.

Estas descoberta não só são importantes para melhor compreender o passado, como também fornecem orientações e avisos para o futuro. Resumidamente, plantar árvores é uma ótima iniciativa mas, se a desflorestação causar danos significativos nas reservas de carbono, pode ser em vão.

Os cientistas esperam agora conseguir aplicar a mesma pesquisa a uma escala global.

“Seria excelente analisar outras florestas tropicais do mundo para perceber se emergem os mesmos padrões – e para observar se a desflorestação humana do passado e a agricultura tiveram impacto sobre os reservatórios de carbono no solo a nível global”, concluiu.

TAGGED:AmbienteCiência & SaúdeclimaDestaqueHistóriaMaiasMéxico
Share This Article
Email Copy Link Print
Previous Article Os nossos antepassados não comiam açúcar (e também tinham problemas nos dentes)
Next Article A preguiça pode ser uma boa estratégia de sobrevivência
Sem comentários

Deixe um comentário Cancelar resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

This site uses Akismet to reduce spam. Learn how your comment data is processed.

Outras

CIM do Tâmega e Sousa exige celeridade nas acessibilidades rodoviárias à A4

A decisão saiu de um encontro em Cinfães, a 22 de setembro, onde a moção apresentada pelos presidentes das Câmaras…

Projecto Aproximar leva novas dinâmicas sociais à freguesia da Raiva a partir de setembro

A partir do dia 30 de setembro, o Projecto Aproximar arranca no…

Castelo de Paiva lança plataforma digital para impulsionar turismo local

Já na próxima sexta-feira, dia 25, a vila histórica dará um passo…

- Advertisement -
Ad imageAd image
De Castelo de Paiva para todo Portugal!De Castelo de Paiva para todo Portugal!
© 2025 Paivense – Todos os direitos reservados. matrícula ERC número 127076
Welcome Back!

Sign in to your account

Username or Email Address
Password

Lost your password?