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Home - Ciência - Neurocientista acredita que vivemos todos no passado

Ciência

Neurocientista acredita que vivemos todos no passado

Last updated: 12 de Março, 2018
Redação Paivense
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3 Min Read
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O neurocientista norte-americano David Eagleman acredita que a humanidade vive no passado e tem uma explicação lógica para isso. Acreditemos ou não.

Quando David Eagleman era uma criança, ele e os seus amigos infiltraram-se num local de construções perto. De repente, ele estava a cair de uma altura de três andares, mas a queda estava demorar uma eternidade.

Anos mais tarde, Eagleman fez os cálculos numa aula de física, quando frequentava o ensino secundário, e percebeu que a queda tinha apenas demorado meio segundo.

Mais tarde, tornou-se num gigante da neurociência e começou a investigar esse fenómeno. As suas experiências envolveram lançar objetos de uma torre com 45,7 metros de altura enquanto examinava a sua perceção do tempo durante a queda.

A sua conclusão foi bastante simples: o tempo não abranda – apenas parece que o faz. Porque quando as nossas vidas parecem estar em perigo, uma faixa extra da memória é estabelecida pela amígdala, a parte do cérebro que tem como uma das tarefas entrar em pânico.

Quando os sobreviventes olham para trás, uma maior densidade de memória é interpretada como um longo intervalo de memória, criando a ilusão de que o tempo passou mais devagar durante o assustador incidente.

As ideias de David sobre a experiência humana do tempo vão muito além do truque da amígdala fazer os nossos melhores momentos parecem durar para sempre.

Entre outras coisas, o neurocientista acredita que vivemos literalmente no passado por alguns momentos, devido ao truque do cérebro de juntar uma cacofonia de entrada assíncrona numa história unificada.

Eagleman também já falou sobre o fenómeno da “substituição sensorial“, que permite que aquele que perdem o acesso a um dos sentidos desenvolvam com mais precisão um dos outros.

Há três anos, David começou a trabalhar em hardware que alavancasse esse fenómeno natural na criação de novos sentidos. Estes poderiam incluir a magnetoperceção, usada por muitos pássaros para navegar, ou a eletroperceção, que tubarões (e outras criaturas) usam para rastrear as presas.

A criação de novos sentidos também pode permitir a criação de sentidos inteiramente sintéticos.

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ByRedação Paivense
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Fabiano de Abreu Rodrigues é um jornalista com Mestrado e Doutorado em neurociência e em psicologia pela universidade EBWU nos Estados Unidos e na Université Libre des Sciences de l'Homme de Paris. Ainda na área da neurociência, pós graduação na Universidade Faveni do Brasil e Especialização em propriedade elétricas dos neurônios e regiões cerebrais na Universidade de Harvard nos Estados Unidos. Pós Graduação em Neuropsicologia pela Cognos de Portugal, Mestre em Psicanálise pelo Instituto e Faculdade Gaio, membro da Unesco e Neuropsisanalista pela Sociedade Brasileira de Psicanálise Clínica. Especialização em Nutrição Clínica e Riscos Psicossociais pela Traininghouse de Portugal e Filosofia na Universidade de Madrid e Carlos III na Espanha. Integrante da SPN - Sociedade Portuguesa de Neurociências – 814, da SBNEC - Sociedade Brasileira de Neurociências e Comportamento – 6028488 e da FENS - Federation of European NeuroscienceSocieties - PT30079 e membro da Mensa, sociedade de pessoas de alto QI com sede na Inglaterra.
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