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Home - Ciência - O tratamento para a covid-19 pode já existir em medicamentos antigos

CiênciaCoronavírusSaúde Pública

O tratamento para a covid-19 pode já existir em medicamentos antigos

Redação
Last updated: 1 Abril, 2020 9:00
Redação
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Contents
  • Um adversário furtivo
  • Aprender o plano do inimigo
  • O contra-ataque
  • Envio para o campo de batalha

Robin Van Lonkhuijsen / EPA

O tratamento para a covid-19 pode já existir em medicamentos antigos usados para outras doenças. Os cientistas estão a usar partes do coronavírus para encontrá-los.

Um pouco por todo o mundo, equipas de investigadores estão já a tentar arranjar uma cura ou um tratamento eficaz contra a covid-19, que já matou mais de 35 mil pessoas em todo o mundo. Até quando para os cientistas encontrarem uma solução para esta pandemia?

O SARS-CoV-2, o coronavírus que causa a doença covid-19, é completamente novo e ataca as células de uma maneira nova. Todos os vírus são diferentes, assim como os medicamentos usados para tratá-los. É por isso que não havia um medicamento pronto para combater o novo coronavírus que surgiu apenas há alguns meses.

Encontrar pontos de vulnerabilidade e desenvolver um medicamento para tratar uma doença geralmente leva anos. Mas o novo coronavírus não está a dar ao mundo esse tipo de tempo. Com a maior parte do mundo bloqueada e a ameaça iminente de milhões de mortes, os investigadores precisam de encontrar um medicamento eficaz muito mais rapidamente.

Diante desta crise, uma equipe de investigadores aqui está a tentar descobrir como o vírus ataca as células. Mas, em vez de tentar criar um novo medicamento, está a verificar se existem hoje medicamentos disponíveis que possam combater o coronavírus. Até agora, identificaram 27 medicamentos aprovados pela FDA, a agência que regulamenta os medicamentos nos Estados Unidos, que esperam restringir e acelerar a investigação.

A equipa de 22 laboratórios está a trabalhar a uma velocidade vertiginosa – literalmente 24 horas por dia e em turnos – sete dias por semana.

Um adversário furtivo

Comparados às células humanas, os vírus são pequenos e não se podem reproduzir por conta própria. O coronavírus possui cerca de 30 proteínas, enquanto uma célula humana possui mais de 20.000.

Para contornar este conjunto limitado de ferramentas, o vírus habilmente vira o corpo humano contra si mesmo. Os caminhos para uma célula humana são normalmente bloqueados para invasores externos, mas o coronavírus usa as suas próprias proteínas como chaves para abrir estes “bloqueios” e entrar nas células.

Uma vez dentro, o vírus liga-se às proteínas que a célula normalmente usa para as suas próprias funções, essencialmente sequestrando a célula e transformando-a numa fábrica de coronavírus. À medida que os recursos e a mecânica das células infetadas são reorganizados para produzir milhares e milhares de vírus, as células começam a morrer.

As células pulmonares são particularmente vulneráveis a isso porque expressam grandes quantidades da proteína “bloqueada” que o SARS-CoV-2 usa para entrar. Um grande número de células pulmonares de uma pessoa a morrer causa os sintomas respiratórios associados à covid-19.

Existem duas maneiras de retaliar. Primeiro, os medicamentos podem atacar as próprias proteínas do vírus, impedindo-as de entrar na célula ou copiar o seu material genético. É assim que funciona o remdesivir, um medicamento atualmente em testes clínicos para a covid-19.

Um problema com essa abordagem é que os vírus mudam com o tempo. No futuro, o coronavírus poderá evoluir de maneira a tornar inútil um medicamento como o remdesivir. Esta corrida armamentista entre medicamentos e vírus é o motivo pelo qual precisamos de uma nova vacina contra a gripe todos os anos.

Como alternativa, um medicamento pode funcionar ao impedir que uma proteína viral interaja com uma proteína humana necessária. Esta abordagem tem uma grande vantagem sobre a desativação do próprio vírus, porque a célula humana não muda tão rapidamente. Depois de encontrar um bom medicamento, ele deve continuar a funcionar. Esta é a abordagem que a equipa de investigadores está a adotar.

Aprender o plano do inimigo

A primeira coisa que os cientistas precisaram de fazer foi identificar todas as partes da fábrica celular nas quais o coronavírus confia para se reproduzir. Era necessário descobrir quais proteínas o vírus estava a sequestrar.

Para fazer isso, os cientistas partiram para uma expedição de pesca molecular dentro das células humanas. Em vez de uma minhoca no anzol, usaram proteínas virais com minúsculas marcadores químicos. Colocaram estas “iscos” nas células humanas cultivadas em laboratório e retiraram para ver o que capturavam. Tudo o que ficasse preso seria uma proteína humana que o vírus sequestra durante a infeção.

No dia 2 de março, os cientistas tinham uma lista parcial das proteínas humanas que o coronavírus precisa para prosperar.

O contra-ataque

Depois de ter essa lista de alvos moleculares com os quais o vírus precisa para sobreviver, os membros da equipa apressaram-se para identificar compostos conhecidos que poderiam ligar-se a esses alvos e impedir que o vírus os usasse para se replicar.

Se um composto puder impedir que o vírus se replique no corpo de uma pessoa, a infeção será travada. Mas não se pode simplesmente interferir com os processos celulares à vontade, sem causar danos ao corpo. A equipa precisava de ter a certeza de que os compostos que identificaram seriam seguros e não tóxicos para as pessoas.

A maneira tradicional de fazer isto envolveria anos de estudos pré-clínicos e ensaios clínicos que custariam milhões de euros. Mas existe uma maneira rápida e basicamente gratuita de contornar isso: olhar para os 20.000 medicamentos aprovados pela FDA que já foram testados com segurança. Talvez haja um medicamento nesta grande lista que possa combater o coronavírus.

Os químicos da equipa usaram um enorme banco de dados para combinar os medicamentos e proteínas aprovados com os quais interagem com as proteínas da lista. Eles encontraram dez medicamentos candidatos. Por exemplo, um é um medicamento contra o cancro chamado JQ1. Embora não se possa prever como este medicamento pode afetar o vírus, ele tem boas chances de fazer alguma coisa. Através de testes, os cientistas vão saber se ajuda os pacientes.

Diante da ameaça de paralisações globais nas fronteiras, enviamos imediatamente caixas desses 10 medicamentos para três dos poucos laboratórios do mundo que trabalham com amostras vivas de coronavírus: dois no Instituto Pasteur, em Paris, e Mount Sinai, em Nova Iorque. A 13 de março, os medicamentos a ser testados nas células para ver se impediam a reprodução do vírus.

Envio para o campo de batalha

Brevemente, a equipa saberá se algum desses 10 primeiros medicamentos funciona contra infeções por SARS-CoV-2. Enquanto isso, a equipa continua a pescar com iscos virais. Até agora, encontraram 332 proteínas humanas que o coronavírus escolhe e existem medicamentos que interagem com 66 dessas proteínas.

Os resultados do estou foram publicados, na semana passada, na base de dados científica bioRxiv, na esperança de que laboratórios ao redor do mundo possam começar a testar esses medicamentos e encontrar um tratamento o mais rápido possível.

A boa notícia é que, até agora, a equipa encontrou 69 medicamentos existentes que ligam as proteínas humanas identificadas: 27 deles são aprovados pela FDA e 42 estão em ensaios clínicos ou pré-clínicos.

Este grande número deixa os cientistas esperançosos de que se possa encontrar um medicamento para tratar a covid-19. Caso um medicamento aprovado que até diminua a progressão do vírus seja encontrado, os médicos deverão poder levá-lo aos pacientes rapidamente e salvar vidas.

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