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Home - Ciência - Um estranho zumbido viajou pelo mundo inteiro (mas ninguém o ouviu)

Ciência

Um estranho zumbido viajou pelo mundo inteiro (mas ninguém o ouviu)

Last updated: 3 de Dezembro, 2018
Redação
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3 Min Read
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(CC0/PD) anymal2 / Pixabay

A Ilha de Mayotte pode estar na origem do bizarro fenómeno sísmico

Houve um estranho “zumbido” que correu o mundo sem que quase ninguém o que conseguisse ouvir. Instrumentos científicos detetaram ondas sísmicas que percorreram o planeta na manhã de 11 de novembro, ressoando durante mais de 20 minutos sem que ninguém as conseguisse sentir. 

De acordo com a National Geographic, o fenómeno começou a cerca de 24 quilómetros da ilha francesa de Mayotte, localizada na costa sudeste da África, tendo depois atravessado o continente africano e os oceanos, chegando ao Chile, Nova Zelândia, Canadá e Hawai. 

Nenhum ser humano sentiu o movimento telúrico, e, apenas um entusiasta, que se revelou através do Twitter, notou um sinal estranho nos sismogramas divulgados em tempo real pelo Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS). “Este é um sinal sísmico estranho e incomum”, escreveu na rede social.

Na sua conta na rede social é possível ver os vários sismogramas que dão conta que as ondas se foram propagando um pouco por todo o mundo, indo da Zâmbia e Etiópia até à Espanha e à Nova Zelândia. Apesar de atravessar vários territórios, este “zumbido” propagou-se de forma bastante silenciosa.

Três semanas depois do fenómeno, nenhum especialista é ainda capaz de justificar o que causou estas estranhas ondas sísmicas. O sismólogo Goran Ekstrom, da Universidade da Columbia, nos Estados Unidos, disse que “não viu nada igual”.

O especialista observa, contudo, que o facto de o fenómeno ser incomum não significa que a sua “causa seja tão exótica”, sublinhando ainda as suas características pouco usuais, como a sua baixa frequência e propagação global – que pode justificar o “silêncio”.

No momento, os cientistas sugerem que as ondas podem estar relacionadas com um enxame sísmico que tem vindo a afetar Mayotte desde o passado mês de maio. No entanto, esta justificação levanta dúvidas, uma vez que a frequência do enxame diminuiu nos últimos meses e não houve nenhum terramoto “tradicional” na ilha quando começou o enigmático fenómeno de 11 de novembro.

Por seu turno, o departamento de pesquisa geológica francesa indica que a costa de Mayotte pode estar a desenvolver um novo centro de atividade vulcânica e que as ondas de 11 de novembro podem indicar um movimento de magma para o mar.

No entanto, o bizarro fenómeno sísmico está longe de estar totalmente explicado. Os cientistas continuam a analisar os dados de forma a dar resposta a este enigma geológico.

TAGGED:ciênciaCiência & SaúdeDestaqueGeologia
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