Logo paivense
Logo paivense

Cientistas revelam quantos anos podem viver os tubarões-baleia

Daniel Kwok / Flickr

Uma equipa de investigadores desenvolveu um algoritmo matemático que ajuda a calcular a idade destes animais, uma espécie em perigo de extinção.

Cientistas da Nova Southeastern University, na Flórida, Estados Unidos, conseguiram calcular a longevidade dos tubarões-baleia, considerando que os exemplares desta espécie única podem viver até aos 130 anos, chegando a ter 12 metros de largura e a pesar 20 toneladas.

Em declarações ao Gizmodo, o professor Mahmood Shivji explicou que é sempre um grande desafio estudar o crescimento e reprodução destes animais, uma espécie em perigo de extinção e da qual se desconhece o número de exemplares vivos nos oceanos.

Anteriormente, já tinham sido realizados outros estudos para tentar perceber a longevidade destes animais, que concluíram que seria de 79 a 174 anos de idade.

A intenção desta equipa de investigadores, porém, não era apenas poder calcular a sua idade, mas também responder a muitas perguntas ainda sem resposta sobre estes gigantes marinhos.

Nos estudos anteriores, foram usados restos mortais destes animais para calcular a idade, o que deixava alguma margem de erro nos cálculos. Para realizar este novo estudo, publicado na revista científica Marine and Freshwater Research, os cientistas desenvolveram um programa matemático no qual foram completando não só com os dados que já existiam dos esqueletos, como também com informações obtidas através da análise realizada a exemplares vivos no oceano Índico.

Saber o tamanho destes tubarões e quanto tempo podem viver é importante por razões de conservação, explica o mesmo site. “Uma compreensão mais profunda dos parâmetros de idade e crescimento levará a melhores estimativas da capacidade das populações de tubarões-baleia de se recuperarem da superexploração e é vital para os planos eficazes de manejo”, escrevem os cientistas.

É importante destacar que isto é apenas um modelo, ou seja, é apenas uma estimativa e os cientistas ainda não conseguiram confirmar de forma direta um tubarão-baleia com 130 anos. No entanto, essas medidas são as melhores que os cientistas têm neste momento, afirma Shivji, e as mesmas técnicas talvez possam funcionar com outras espécies de tubarões.

“Este é um novo método de medição de tubarões vivos que pode ser aplicado noutros lugares”, declara o investigador. “Não temos de matar os animais ou confiar apenas nos dados dos animais que são capturados na pesca”.