Vouzela, Portugal – Às 14h00, o cenário mais crítico do país concentrava-se no distrito de Viseu, onde dois dos seis incêndios florestais ativos em Portugal continental exigiam uma resposta massiva. O foco em Vouzela, com início na madrugada de quinta-feira na localidade de Tourelhe, levou já à retirada preventiva de habitantes na área da serra do Caramulo.
A gravidade da situação neste concelho obrigou à ativação do plano municipal de emergência. O balanço provisório regista cinco feridos: três bombeiros com ferimentos ligeiros e dois civis em estado grave, que foram encaminhados para unidades hospitalares. No terreno, o esforço para travar o avanço das chamas mobiliza 986 operacionais, apoiados por 324 viaturas e 11 meios aéreos.
O grande receio das equipas de socorro prende-se agora com a proximidade do fogo a várias povoações. O avanço de uma das frentes em direção a Bolfiar, Chã, Carvalhal, Vermilhas, Cambra e São Tiaguinho ditou a retirada forçada de parte dos residentes.
Ainda no distrito de Viseu, o fogo consome uma área de mato em Nespereira, no concelho de Cinfães. Neste ponto, os trabalhos contam com 76 operacionais e 26 veículos, não havendo registo de feridos ou habitações danificadas.
O mapa de fogos ativos ao início da tarde ficava completo com outras quatro ocorrências em Castelo de Paiva, Póvoa do Lanhoso, Barcelos e Montemor-o-Velho. Quase todo o território nacional está sob risco máximo ou muito elevado de incêndio, mantendo-se em vigor o estado de alerta declarado pelo Governo até segunda-feira.


