Ao usar este site, você concorda com o Política de Privacidade e o Termos de Uso.
Accept
De Castelo de Paiva para todo Portugal!De Castelo de Paiva para todo Portugal!De Castelo de Paiva para todo Portugal!
Font ResizerAa
  • Home
  • Regional
  • Nacional
  • Saúde
  • Outras Notícias
  • Estatuto Editorial
Reading: Olhos cegos que vêem 
Share
Font ResizerAa
De Castelo de Paiva para todo Portugal!De Castelo de Paiva para todo Portugal!
  • Castelo de Paiva
  • Cinfães
  • Economia
  • Mundo
  • Política
  • Regional
  • Sociedade
Pesquisar
  • Home
  • Regional
  • Nacional
  • Saúde
  • Outras Notícias
  • Estatuto Editorial
Follow US
© 2025 Paivense - Todos os direitos reservados. matrícula ERC número 127076

Home - Crónicas - Olhos cegos que vêem 

Crónicas

Olhos cegos que vêem 

Last updated: 2 de Julho, 2018
Redação
Share
3 Min Read
SHARE

Toda a minha vida vivi na escuridão
De uma cegueira prematura
Onde o preto era o meu arco iris.
Vivia a ver o que não via, mas sentia.
Sentia que nas minhas mãos estava a minha vida,
Totalmente depositada.
A cada passo que dava encontrava o desconhecido,
Mas, algumas vezes interrompido.
Estranhamente eu sabia o caminho,
Estranhamente não imaginava
O que poderia estar para lá da parede.
Para mim, a parede
Sempre foi simplesmente o mundo.
Um mundo que descobria quando?
Quando lhe tocava,
O sentia nas minhas mãos, sem medos.
O meu cérebro não era diferente.
A minha sensibilidade
Era profunda, harmoniosa, sem defeitos.
Nos meus olhos não via o mundo,
Mas na minha mente sentia-o
Leve, maravilhoso
Preto, vazio, mas belo.
Assim cresci,
A olhar o mundo sem o ver,
Mas com a intuição que tudo existe
Por uma razão plausível,
Que nada é impossível.
Como os meus olhos não veem, para mim,
O chilrear dos pássaros
É o sino das aves,
É o som da sua liberdade.
A minha liberdade está na sensibilidade
Que acolho e no cérebro encontro
As razões para cada existência
Do odor, do tacto, do sabor.
Mais uma vez caminho sem ver
Com a vontade de descobrir,
Para apenas viver.
É-me fácil ser feliz,
Não tenho medo de ver o que não quero,
Não me denuncio com o olhar,
Refúgio em mim as minhas opiniões.
Por vezes sinto que vejo mais
Que muitos que veem a cor do céu,
Que me indicam o caminho
Mas não sabem o seu destino.
Sinto ter a capacidade de olhar
Para dentro de cada coração
E ver o valor humano de cada um.
Não vejo é verdade,
Mas consigo sentir os valores
Que me permitem decifrar o caracter do homem.
Não vejo, mas não me perco
Na ilusão daqueles que os olhos veem,
Mas nunca sentem.
Quero continuar a ver o mundo
Com a clareza da escuridão dos meus olhos,
Iluminado pela luz do meu cérebro,
Guiado pelos meus sentidos.

Paulo Semide – Poeta


  • Espaço livre para publicações de crónicas e poemas. Os textos não são editados nem alterados.
  • A responsabilidade pelo texto aqui redigido é inteiramente do autor e seu envio é registado via assinatura digital. 
  • Tens uma crónica ou um poema? Enviem-nos para info@novo.paivense.pt ou por mensagem em nossa página no Facebook
TAGGED:Paulo Semide
Share This Article
Email Copy Link Print
Previous Article Consumidores de gás natural pagam taxa eliminada há ano e meio
Next Article “Angola usou Rui Rio para dar bofetada no Governo de António Costa”
Sem comentários

Deixe um comentário Cancelar resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

This site uses Akismet to reduce spam. Learn how your comment data is processed.

Outras

Projeto APROXIMAR reforça auxílio a idosos em Castelo de Paiva com foco em saúde e lazer

Iniciativa integra o Plano de Ação Intermunicipal para o Envelhecimento Ativo e foca-se na proximidade entre gerações.

Margens do rio Arda recebem caminhada ecológica organizada pela autarquia de Castelo de Paiva

Iniciativa agendada para o início de setembro junta desporto e natureza, com…

Festival Rio em Paredes prevê receber 100 mil visitantes na primeira edição de agosto

Paredes, Portugal – A vila de Lordelo, no concelho de Paredes, prepara-se…

- Advertisement -
Ad imageAd image
De Castelo de Paiva para todo Portugal!De Castelo de Paiva para todo Portugal!
© 2025 Paivense – Todos os direitos reservados. matrícula ERC número 127076
Welcome Back!

Sign in to your account

Username or Email Address
Password

Lost your password?