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Deputado do PSD pede ao Governo início das obras em escola de Marco de Canaveses

O deputado do PSD Luís Vales entregou hoje no parlamento um projeto de resolução a recomendar ao Governo o início das obras de reparação na Escola Secundária de Alpendurada, Marco de Canaveses.

O parlamentar social-democrata, natural daquele concelho do distrito do Porto, refere no projeto de resolução que a escola foi inaugurada em 2001, mas desde o ano letivo 2015/2016 que apresenta graves problemas estruturais devido ao abatimento do piso.

“Existem fissuras nas paredes, desnivelamento do chão, serviços que não podem funcionar por questões de segurança e vários outros aspetos que preocupam as famílias dos cerca de 700 alunos que aí estudam”, lê-se no documento, ao qual a Lusa teve hoje acesso.

Refere ainda que, “três anos volvidos desde o sucedido, não existiu até agora qualquer tipo de intervenção, a não ser a colocação de “escoras” para segurar o teto”.

Segundo Luís Vales, “a comunidade escolar encontra-se preocupada com a segurança dos menores e, tratando-se de um equipamento público, mereceria maior atenção das entidades responsáveis”.

Face à situação, o deputado do PSD conclui que, por questões que devem ser colocadas acima de qualquer questão burocrática, deve o Governo proceder à imediata reparação deste estabelecimento escolar, uma vez que está em causa a segurança dos cerca de 700 alunos que todos os dias aí se deslocam para estudar”.

Na sexta-feira, os pais dos alunos exigiram obras no estabelecimento. Em declarações à Lusa, Jorge Guedes, representante da comissão instaladora da associação de pais, disse que a sua paciência se “esgotou” devido ao atraso no início das obras.

Na quinta-feira à noite, os pais tinham-se deslocado à escola, onde constataram ter-se verificado um abatimento de piso que terá provocado várias fissuras visíveis nas paredes.

O problema estrutural, explicou à Lusa, poderá dever-se a uma linha de água que passa debaixo do estabelecimento de ensino. Face à situação atual, os encarregados de educação dizem admitir tomar “medidas mais drásticas”, se as obras não avançarem rapidamente.

Carlos Cardoso, aluno do 11.º ano, explicou à Lusa que o abatimento do piso na sala de convívio ocorreu no ano letivo 2015/2016 e que a acumulação de água debaixo da estrutura provocou fissuras nas paredes da secretaria, que teve de ser transferida para o auditório.

Segundo o estudante, o acesso à sala de convívio está restrito apenas para utilização do bar. Os alunos, admitiu, temem pela sua segurança.

Em nota enviada à Lusa, o Ministério da Educação indicou que em relação à intervenção neste estabelecimento de ensino, “tendo decorrido o concurso público para a empreitada e adjudicada essa intervenção, decorrem os procedimentos administrativos necessários, que incluem o visto do Tribunal de Contas, para iniciar os trabalhos, o que, espera-se decorrerá a breve prazo”.

A direção do estabelecimento não prestou declarações sobre o assunto.