O mercado imobiliário português continua a ser um dos principais motores de atração de capital estrangeiro e os investidores brasileiros estão na linha da frente deste fluxo financeiro. Segundo os dados mais recentes do Banco Central do Brasil, Portugal conseguiu superar os Estados Unidos e tornou-se o destino preferido dos brasileiros que decidem investir em património imobiliário fora do seu país de origem.
Os investidores que residem no Brasil declararam um património imobiliário em solo português que atinge os 1,45 mil milhões de dólares (cerca de 1,35 mil milhões de euros). Este valor ultrapassa de forma inédita o mercado norte-americano, que somou 1,21 mil milhões de dólares.
Portugal no topo das preferências
O dinamismo do capital brasileiro em Portugal assume uma expressão ainda mais relevante quando comparado com a realidade de outros destinos mundiais:
- Liderança no bolso dos investidores: O imobiliário em Portugal concentra agora 18,7% de todo o património imobiliário que os brasileiros declaram ter no estrangeiro.
- EUA ficam para trás: Os Estados Unidos, historicamente associados ao sonho de consumo e investimento da classe alta brasileira, fixaram-se nos 15,7%.
- A força de uma comunidade menor: Esta injeção de capital acontece apesar de a comunidade brasileira nos EUA ser de cerca de 2 milhões de pessoas, enquanto em Portugal residem aproximadamente 628 mil brasileiros.
Estes números dizem respeito à Declaração de Capitais Brasileiros no Exterior (CBE) e refletem apenas o dinheiro dos investidores que continuam a viver no Brasil mas escolheram Portugal para diversificar a sua riqueza — não incluindo o património dos brasileiros que já emigraram e residem permanentemente no nosso país.
O impacto nas regiões e na economia local
A preferência por Portugal não se explica apenas pela óbvia proximidade do idioma e pelas ligações históricas. A segurança do país, o clima ameno, a qualidade de vida e a estabilidade de um mercado integrado na União Europeia são fatores decisivos para quem procura um “porto seguro” para o seu dinheiro.
Para o comércio local, para o setor da construção civil e para a reabilitação urbana — tanto nas grandes áreas metropolitanas como em cidades de média dimensão no interior e no litoral —, esta injeção contínua de capital tem sido um balão de oxigénio indispensável para manter a economia regional ativa e dinâmica.


