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EconomiaTecnologia

Software português conquistou Hollywood com “meia dúzia de emails”

Redação
Last updated: 6 Maio, 2019 13:05
Redação
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Divulgação

“Batman vs Superman”

A série “Guerra dos Tronos” e filmes como “Batman vs Superman” ou “Ready Player One” de Steven Spielberg são algumas das grandes produções que recorreram ao SoundParticles, um software de som que nasceu em Portugal. O mentor do projecto, Nuno Fonseca, explica ao ZAP quais são as virtudes deste software e como é que os estúdios de Hollywood “morderam o anzol”.

O antigo docente da Escola Superior de Tecnologia e Gestão, do Instituto Politécnico de Leiria, e da Escola Superior de Música de Lisboa, criou um software único no mundo, o que justifica que esteja a ser usado pelos grandes estúdios de Hollywood.

Recentemente, os fãs da série “Guerra dos Tronos” tiveram acesso ao que o software permite fazer, já que foi utilizado na produção do som da “batalha épica” de Winterfell, “com milhares de mortos vivos”, como conta ao ZAP Nuno Fonseca.

O SoundParticles foi ainda usado em filmes como “Ready Player One”, realizado por Steven Spierlberg, “Aquaman”, “Wonder Woman” e “Batman vs Superman”, todos da Warner Brothers, e também na nova versão de “Poltergeist” (2015) e no thriller de ficção científica de Robert Rodriguez “Alita”, ambos distribuídos pela 20th Century Fox. Foi igualmente utilizado em “Spider-man homecoming” da Sony Pictures, em “Tartarugas Ninja: Heróis Mutantes: O Romper Das Sombras” da Paramount Pictures e nos filmes de animação “Carros 3” da Pixar, “Ralph Parte a Internet” da Disney e “Gru Maldisposto 3” da Universal Pictures.

Também tem sido utilizado nas áreas dos video-jogos e da Realidade Virtual, bem como nas novas atracções da saga “Star Wars” dos Parques da Disney.

Mas o software está especialmente vocacionado para os “grandes filmes”, nomeadamente para aqueles que têm “explosões a rebentar por todo o lado”, como constata Nuno Fonseca ao ZAP.

Esta circunstância deve-se ao facto de o SoundParticles permitir a composição de milhares de sons, com inúmeras variações, em “poucos minutos”, explica o CEO da empresa que distribui o software. Assim, consegue-se “um realismo e uma escala muito superiores” e “um som com melhor qualidade e em menos tempo“, além de ser “mais barato do ponto de vista dos custos”, acrescenta Nuno Fonseca.

Isto deve-se ao “sistema de partículas” que Nuno Fonseca desenvolveu. O conceito é habitualmente “usado em computação gráfica” para originar “milhares de pequenos pontos para criar a ilusão de fogo, tempestades de areia, chuva, explosões”, esclarece ao ZAP, salientando que aplicou a ideia ao som.

“Não existia uma abordagem nativamente 3D” para o áudio, aponta Nuno Fonseca. “O que fizemos foi criar um software que tem espaço 3D, que pode ser de um 1, 3 ou 10 quilómetros, de 5 metros, o que quisermos, que tem microfones virtuais 3D que captam os sons”, realça.

“Hoje em dia, o que os designers [de som] têm que fazer é ir ao seu programa de computação áudio e compõem uma explosão aqui, outra explosão acolá, uma metralhadora aqui, outra acolá”, relata Nuno Fonseca, constatando que “passados dois ou três dias, têm 50 ou 60 sons a tocarem ao mesmo tempo”.

“Com o SoundParticles eu consigo, em poucos minutos, dizer: eu quero 10 mil sons espalhados por uma área equivalente a 1 quilómetro quadrado e vou à minha biblioteca de sons buscar 200 sons de guerra”, originando a cena completa com recurso a um microfone virtual 3D que captura o som das partículas, ou seja, de cada fonte de som 3D.

(dr)

Nuno Fonseca, o mentor do SoundParticles.

Como é que Hollywood “mordeu o anzol”

Chegar a Hollywood “foi um processo muito simples“, como revela Nuno Fonseca ao ZAP. O CEO da SoundParticles conta que resolveu criar o seu “simulador de partículas para som” em 2012, “por carolice”, depois de acabar o doutoramento e tirando partido de uma ideia que tinha começado a nascer na sua cabeça “há uns 10 anos”.

Em 2014, quando tinha marcada uma viagem para Los Angeles, para participar numa conferência, resolveu enviar “meia dúzia de emails para meia dúzia de estúdios” de Hollywood a falar da tecnologia como “interessante” para “grandes produções” e a mostrar disponibilidade para apresentar o software aquando da estadia nos EUA.

“A primeira resposta que eu tive foi do Skywalker Sound que é o estúdio de som criado pelo George Lucas aquando da “Guerra das Estrelas” e que, hoje em dia, é o maior e o melhor estúdio de som para cinema em todo o mundo, que me convidou a ir ao Skywalker Ranch fazer uma apresentação”, relata Nuno Fonseca ao ZAP.

Em “mais ou menos seis meses”, o antigo professor acabou a “dar palestras nos principais estúdios, na Universal, na Warner Brothers, na Fox, na Paramount, mais tarde, na Sony, na Pixar e na Disney”.

“As coisas aconteceram de forma muito rápida”, mesmo “à americana”, sem grandes burocracias e sem formalismos, como constata.

Com “muitos poucos” clientes em Portugal, não chegando a representar 1% das vendas do software, a estratégia do responsável do SoundParticles passa, agora, por “aumentar as vendas” e “o preço” do produto.

“Queríamos que eles mordessem o anzol, queríamos entrar em Hollywood” e agora que já o conseguiram, o próximo passo é reforçar as capacidades do software para responder a necessidades concretas dos grandes estúdios.

Nuno Fonseca constata que está “em conversação com alguns estúdios, especialmente de animação, para integrar o SoundParticles no worflow da animação deles” e tornar os processos de produção mais imediatos e simplificados no capítulo do áudio, onde muitos dos procedimentos continuam a ser feitos “manualmente”.

O mentor desta tecnologia avançada de som diz que isto é apenas “a ponta do icebergue” e que há ainda “muitas coisas” a fazer. Há, assim, muito ainda por descobrir.

SV, ZAP //

Fonte: ZAP

TAGGED:CinemaDestaqueEconomiaempresasSoftwareTecnologiaTelevisãoVida & Lazer
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