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Home - Economia - Um terço do Fundo de Resolução é assegurado pela CGD e pelo BCP

Economia

Um terço do Fundo de Resolução é assegurado pela CGD e pelo BCP

Last updated: 26 Março, 2019 14:30
Redação
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Manuel de Almeida / Lusa

Paulo Macedo, presidente executivo da Caixa Geral de Depósitos (CGD)

A Caixa Geral de Depósitos e o BCP meteram 1,3 mil milhões no Fundo de Resolução desde 2013. As contribuições do banco público somaram cerca de 230 milhões de euros, enquanto as do BCP ascenderam a 235,9 milhões. 

São mais de 50 as entidades que contribuem para o Fundo de Resolução, pagando as resoluções do BES e do Banif. No entanto, mais de um terço dessas contribuições são asseguradas pelo BCP e pela Caixa Geral de Depósitos (CGD), avança esta terça-feira o Dinheiro Vivo.

Segundo o jornal, o banco público fez contribuições de cerca de 230 milhões de euros, enquanto que o banco liderado por Miguel Maya já injetou 235,9 milhões de euros. As duas entidades já asseguram mais de um terço dos 1,3 mil milhões de euros colocados pela banca no Fundo de Resolução.

No caso do BCP, 182 milhões de euros foram referentes à contribuição sobre o setor bancário e 53,9 milhões eram referentes aos pagamentos específicos para o Fundo de Resolução, adiantou fonte oficial da instituição.

Já no que diz respeito à CGD, o jornal cita informação constante nos relatórios, e assumindo que a contribuição periódica se manteve semelhante aos anos anteriores, adianta que o banco público terá colocado cerca de 230 milhões no Fundo de Resolução.

Os valores colocados pelo banco público para pagar as despesas com o BES/Novo Banco e com o Banif levaram Marcelo Rebelo de Sousa a contrariar o Governo.

Costa e Centeno têm defendido que não há dinheiro dos contribuintes envolvido, mas o Presidente da República afirmou que “há dinheiro dos contribuintes direta e indiretamente envolvido – diretamente envolvido através da Caixa Geral de Depósitos, indiretamente envolvido através de financiamentos que vão aumentar a dívida pública do Estado”. Por esse motivo, considera que se deve fazer uma auditoria ao que se passou no Novo Banco já depois da resolução.

O jornal adianta ainda que outro dos grandes bancos no sistema nacional – o Santander Totta – fez contribuições de quase 130 milhões (105 milhões relativos à contribuição sobre o setor e 24 milhões em pagamentos para o Fundo de Resolução).

Além destes pagamentos, os bancos têm também de fazer contribuições para o mecanismo europeu de resolução.

Fonte: ZAP

TAGGED:BancaBCPCGDDestaqueEconomiaNacional
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