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Ministério da Saúde cria novo sistema de gestão de listas de espera

António Pedro Santos / Lusa

O Ministério da Saúde está a desenvolver um novo processo de gestão de listas de espera. O sistema vai permitir monitorizar todo o percurso e tempo de espera do utente.

O teste-piloto do programa, que vai monitorizar desde o pedido de consulta feito pelo médico de família à realização de exames e de cirurgia no hospital e quando regressa ao centro de saúde, será feito no final do ano com um hospital e um centro de saúde.

A plataforma, que está a ser desenvolvido pela Administração Central do Sistema de Saúde (ACSS) e pelos Serviços Partilhados do Sistema de Saúde (SPMS), pretende responder às recomendações feitas pelo Tribunal de Contas (TdC) no final de 2017, altura em que publicou uma auditoria que dizia que os tempos de espera tinham sido falseados por procedimentos administrativos de validação e limpeza das listas.

A ministra, que na altura do relatório do TdC era presidente da ACSS, recusou em entrevista à Lusa que se tenham falseado os tempos de espera e que tenham sido apagados utentes da lista para consultas.

Quanto aos 2605 doentes que morreram em 2016 enquanto estavam na lista de espera para cirurgia, a ministra afirmou que cerca de 70% estavam dentro dos tempos de resposta clinicamente aceitáveis. Marta Temido adiantou que o número de cirurgias canceladas por morte de doentes com cancro em 2016 foi mais baixo do que nos dois anos anteriores.

“O que estamos a fazer desde o relatório do TdC é criar um sistema mais robusto. Fizemos um plano detalhado dirigido a todas as recomendações”, explica ao Público Ricardo Mestre, vogal da ACSS. Toda esta informação vai passar a estar integrada no Sistema Integrado de Gestão de Acesso (SIGA).

“O objetivo é que possa ir monitorizando o tempo de resposta integral. Recebe um alerta quando o pedido de consulta é feito pelo médico de família, quando chega ao hospital, aquando da atribuição da prioridade e agendamento da consulta”, exemplifica Adelaide Belo, coordenadora do CTH. O mesmo acontece nas cirurgia e exames.

Fonte: ZAP