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Home - Ambiente - A Mongólia tem a capital mais poluída do mundo, onde 99% das crianças respira ar tóxico

AmbienteCiênciaMundo

A Mongólia tem a capital mais poluída do mundo, onde 99% das crianças respira ar tóxico

Redação
Last updated: 30 Março, 2019 16:00
Redação
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Leo Fung / Flickr

Na Mongólia, a poluição atingiu níveis apocalípticos e o problema está relacionado com as alterações climáticas. O país já aqueceu 2,2 graus, forçando milhares de pessoas a deixar o campo e o estilo de vida tradicional de pastoreio para se mudarem para cidades poluídas, onde 90% das crianças respiram ar tóxico.

A vida dos pastores nómadas está a tornar-se cada vez mais difícil na Mongólia, devido às constantes alterações climáticas que têm vindo a ocorrer nos últimos anos. Depois de dois verões secos, seguiram-se dois invernos extremamente frios, indica um artigo da BBC News, divulgado na segunda-feira.

Os animais, fracos devido à falta de comida durante o verão, não sobreviveram ao inverno.

Já este ano, o clima foi completamente diferente: enquanto o verão foi húmido e chuvoso, o inverno foi extremamente seco. E é precisamente durante o inverno que o prado fica coberto de neve, o que protege a relva. Mas agora os pastores temem que não haja relva para a primavera, já que os animais comem tudo o que encontram.

No seu artigo, a BBC News expõe o caso de Erkhembayar e do seu irmão, que deveriam ser os próximos da família a tornarem-se pastores nómadas. No entanto, apesar do seu claro domínio no tratamento de animais, podem nunca ter essa oportunidade, visto que é “cada vez mais difícil viver no campo em Mongólia”.

Segundo o pai dos rapazes, Eredenkhu Buyandelger, esta foi a primeira vez que viu um inverno sem neve, enquanto a sua esposa, Chaminmunkh Batsaikhan, acredita que a primavera também será muito difícil. “Muitos de nossos animais provavelmente morrerão”.

Embora este ano não exista neve, no ano passado, a grande quantidade de chuva que se fez sentir matou a maior parte do rebanho da família, que perdeu todos os seus 20 cavalos e mais de 30 ovelhas.

“Se houver outra temporada terrível, todo o nosso rebanho desaparecerá”, indicou Chaminmunkh Batsaikhan. “O nosso estilo de vida pode não sobreviver”, referiu, acrescentando que não quer que os filhos “se tornem pastores nessas condições”.

James Losey / Flickr

Na capital Ulan Bator, onde vive a metade da população da Mongólia, os monitores de poluição que medem o PM2.5 – pequenas partículas que podem entrar nos pulmões – marcam 999, o valor mais alto que pode alcançar. De acordo com a BBC News, um nível seguro de contaminação está abaixo de 25.

A maioria dos habitantes da cidade queima carvão bruto no inverno, uma vez que é a maneira mais barata de aquecer quando a temperatura chega a 25 graus negativos. Contudo, o nevoeiro resultante dessa queima está a sufocar a cidade e a prejudicar as crianças, lê-se no artigo.

É o caso de Ireedni, de 5 meses, que já foi hospitalizado seis vezes. A sua mãe, Sugarjargal Lkhagvabat, explicou que quando o bebé cheira a fumaça causado pela queima do carvão bruto começa a ter dificuldade em respirar e parte do seu rosto fica azul.

“Eu fui exposta à poluição do ar desde o início da minha gravidez. Acho que é por isso que meu bebé nasceu com problemas de tiróide e bronquite crónica”, contou.

No hospital, os médicos recebem todos os dias crianças com dificuldade em respirar. Para o médica Ganchuluun Zundui, isso deve-se à poluição. “No inverno passado, vimos mais de 270 crianças por dia. Este ano, mais de 300. Quase todas pessoas têm problemas respiratórios”, declarou.

Narong Sangnak / EPA

“Eu também sou mãe, então o meu coração parte quando vejo essas criancinhas a entrar e a sair do hospital continuamente”. O seu grande medo é que a exposição ao ar tóxico a longo prazo possa levar a uma epidemia de cancro do pulmão.

Embora o governo não faça muito para evitar a poluição em Ulan Bator, a cidade tem um plano para proibir o carvão bruto e forçar as pessoas a usar carvão limpo e processado. A questão é que este último é muito mais caro e grande parte dos habitantes não pode pagar, revela a BBC News.

Porém, nem tudo é mau: uma ‘startup’ está a trabalhar para tornar os filtros de ar – muito caros para os cidadãos comuns – mais acessíveis. Não obstante o seu valor, essas iniciativas, só si só, não podem fazer muito.

“Há também um problema de educação: muitos mongóis não sabem o quão prejudicial é o ar poluído”, explicou Sarangoo Dambajav, referido no artigo.

Se os governos mundiais não tomarem medidas reais para lutar contra as alterações climáticas, “este tipo de poluição pode tornar-se a nossa nova realidade”, acrescenta a BBC News.

TP, ZAP //

TAGGED:AmbienteCancroCiência & SaúdeMongóliaMundoPoluição
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