Ao usar este site, você concorda com o Política de Privacidade e o Termos de Uso.
Accept
De Castelo de Paiva para todo Portugal!De Castelo de Paiva para todo Portugal!De Castelo de Paiva para todo Portugal!
Font ResizerAa
  • Home
  • Regional
  • Nacional
  • Saúde
  • Outras Notícias
  • Estatuto Editorial
Reading: Covid-19. Deixar o vírus circular para alcançar imunidade de grupo “pode torná-lo mais letal”
Share
Font ResizerAa
De Castelo de Paiva para todo Portugal!De Castelo de Paiva para todo Portugal!
  • Castelo de Paiva
  • Cinfães
  • Economia
  • Mundo
  • Política
  • Regional
  • Sociedade
Pesquisar
  • Home
  • Regional
  • Nacional
  • Saúde
  • Outras Notícias
  • Estatuto Editorial
Follow US
© 2025 Paivense - Todos os direitos reservados. Registro ERC número 127076

Home - Ciência - Covid-19. Deixar o vírus circular para alcançar imunidade de grupo “pode torná-lo mais letal”

CiênciaCoronavírusMundoSaúde Pública

Covid-19. Deixar o vírus circular para alcançar imunidade de grupo “pode torná-lo mais letal”

Last updated: 20 Novembro, 2020 21:30
Redação
Share
SHARE

Polina Tankilevitch / Pexels

A teoria de que os agentes patógenos causadores de novas doenças evoluem e tornam-se menos virulentos com o tempo é cientificamente infundada, revelou um estudo recente.

Esta nova descoberta sugere que deixar de controlar os surtos de covid-19 – ou mesmo encorajar a circulação do vírus que a causa, o Sars-CoV-2 -, pode aumentar a probabilidade de emergirem variações mais prejudiciais do vírus num curto espaço de tempo, noticiou na quinta-feira o Guardian.

Especialistas em saúde pública vêm alertando há meses que tentar obter imunidade de grupo, ao permitir que o vírus circule mais livremente, é perigoso porque pode originar mortes desnecessárias e sobrecarregar os serviços de saúde. Contudo, os especialistas geralmente não têm em consideração a possibilidade de que essa abordagem pode aumentar a letalidade da doença.

Desde a década de 1980, biólogos evolucionistas previram uma associação entre a virulência e a propagação de um novo patógeno, com base em modelos teóricos. Testar esses modelos tem se mostrado difícil, porque a doença infeciosa – a interação de um patógeno com o seu hospedeiro – é um sistema com muitas variáveis.

Na natureza, as populações de hospedeiros e de patógenos apresentam grande diversidade genética e estão ambas em constante evolução em resposta uma à outra, sendo quase impossível realizar uma experiência controlada, em que um determinado parâmetro seja ajustado para ver como o sistema responde.

Neste novo estudo, publicado na Evolution Letters, uma equipa liderada pela ecologista evolucionista Camille Bonneaud, da Universidade de Exeter, em Inglaterra, utilizou um experimento natural, utilizando dados de uma doença ocular que se espalhou por tentilhões no leste dos Estados Unidos (EUA), depois que a bactéria Mycoplasma gallisepticum atingiu essa espécie, em 1994.

Anna Shvets / Pexels

Os investigadores concluíram que as variações mais virulentas se transmitiam mais rapidamente, enquanto as de virulência intermédia eram as mais bem-sucedidas a nível evolutivo – acabando por dominar a população bacteriana. “A virulência evolui para um nível que otimiza a sua capacidade de transmissão”, indicou Camille Bonneaud.

Se o patógeno encontra resistência na transmissão – com um hospedeiro recuperado e imune ou vacinado, ou através do distanciamento social -, as formas altamente virulentas acabam por morrem com o seu hospedeiro. Se não houver tal resistência, o patógeno pode matar o seu hospedeiro sem um custo evolutivo e permanecer altamente virulento.

Por outro lado, quando emerge um patógeno pouco transmissível, este pode aumentar a sua virulência com o tempo. Olivier Restif, especialista em doenças infeciosas da Universidade de Cambridge, que não esteve envolvido na pesquisa, referiu que isso ilustra o preconceito com que tendemos a pensar sobre doenças infeciosas.

“Notamos os agentes que são altamente virulentos quando surgem e que reduzem a sua virulência com o tempo mais do que aqueles que começam de forma mais suave e se tornam mais perigosos”, indicou. As “superbactérias”, resistentes a antibióticos e outros medicamentos, são um exemplo deste último tipo.

Paul Ewald, biólogo evolucionista da Universidade de Louisville, em Kentucky, nos EUA, referiu que a humanidade não teve sorte com o Sars-CoV-2 porque este já era um vírus altamente virulento e transmissível quando surgiu. Com o tempo, é provável que reduza a sua virulência, o que pode já estar a acontecer.

“Eu esperaria que evoluísse para uma virulência muito parecida com a gripe [sazonal]”, acrescentou. As medidas de contenção, devidamente implementadas, devem acelerar esse processo. Futuros patógenos podem ser mais nocivos e transmissíveis do que o Sars-CoV-2 e levar mais tempo para se adaptar ao seu hospedeiro humano, sublinhou.


TAGGED:Ciência & SaúdeCoronavirusestudoEUAInvestigaçãoMundosaúdeSaúde Pública
Share This Article
Email Copy Link Print
Previous Article Utilizadores de Internet em Portugal “aumentaram significativamente” este ano
Next Article Um pequeno erro de um engenheiro fez com que um lago da Louisiana desaparecesse por completo
Sem comentários

Deixe um comentário Cancelar resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

This site uses Akismet to reduce spam. Learn how your comment data is processed.

Outras

Rock’n’Camp ocupa Biblioteca de Castelo de Paiva com oficinas criativas até 10 de julho

O projeto foca-se na formação cultural dos jovens locais até ao próximo dia 10 de julho

Paredes reforça cooperação económica com a República Dominicana após visita de embaixadora

A diplomata Patricia Villegas de Jorge reuniu com o executivo camarário e…

Acidente na estrada para Canedo mobiliza meios de socorro em Castelo de Paiva

O acidente ocorreu numa curva junto a uma ponte, deixando destroços espalhados…

- Advertisement -
Ad imageAd image
De Castelo de Paiva para todo Portugal!De Castelo de Paiva para todo Portugal!
© 2025 Paivense – Todos os direitos reservados. Registro ERC número 127076
Welcome Back!

Sign in to your account

Username or Email Address
Password

Lost your password?