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Pais e professores arrasam solução do IAVE para exame de Matemática

Pais e professores consideram que, tendo em conta a polémica dos critérios de avaliação do exame de Matemática A, os alunos deveriam poder repetir a prova na 2.ª fase.

Face às orientações do Instituto de Avaliação Educativa (IAVE), responsável pela elaboração e correção dos exames nacionais, dadas aos professores -corrigirem os exames de Matemática A de forma diferente do que estava prevista nos critérios – pais e professores já estão a pedir que todos os alunos possam repetir o exame na 2.ª fase.

Caso disso é o diretor da Escola Secundária de Camões, em Lisboa, João Jaime, que lançou ontem um apelo no Facebook da escola, “em nome da equidade”, a propósito deste exame que foi realizado por 320 dos seus alunos, avança o Público.

Também os dois presidentes das confederações de pais não têm dúvidas de que o IAVE “prejudicou os alunos que cumpriram as regras” para a realização do exame, que para muitos é decisivo no acesso ao Ensino Superior.

“É óbvio que há alunos que vão sair prejudicados e que o IAVE criou com esta decisão um sentimento de injustiça”, afirma Jorge Ascenção, presidente da Confederação Nacional das Associações de Pais (Confap), citado pelo mesmo jornal.

Por sua vez, Rui Martins, presidente da Confederação Nacional Independente de Pais e Encarregados de Educação (CNIPE), “lamenta o que está a acontecer e o que foi sugerido pelo IAVE porque vai lesar muitos alunos”, frisando que “não faz sentido que as alterações sejam decididas a posteriori”.

Na sequência destas críticas, o IAVE esclareceu que “não existe nenhuma alteração aos critérios” porque “não estão definidos quaisquer procedimentos ou instruções que se apliquem à situação descrita”.

A alteração acontece porque, esclarece o instituto, alguns alunos não seguiram o que se pedia na prova e, em vez de responderem a um só item, responderam aos dois, apesar destes serem apresentados em alternativa.

Confrontado com esta justificação, o presidente da Sociedade Portuguesa de Matemática, Jorge Buescu, questiona se também vai ser assim na 2.ª fase: “Vão todos responder às duas perguntas?”, lamentando ainda a “ligeireza” com que o exame foi concebido.

“Bastava que o IAVE tivesse feito um teste intermédio com a mesma estrutura do exame [o que foi rejeitado], em meados do ano letivo passado, para que tudo isto tivesse sido evitado”, cita o Público.

A presidente da Associação de Professores de Matemática (APM), Lurdes Figueiral, considera que se as alterações forem “em benefício dos alunos” deve ser esse o critério a prevalecer, no entanto, nota que os critérios “deveriam estar definidos” com antecedência. E também defende que a “divulgação de uma prova-modelo teria sido importante para atenuar efeitos indesejáveis das várias alterações que ocorreram nesta prova”.

Na terça-feira, a Sociedade Portuguesa de Matemática arrasou a prova, considerando que o exame foi “inadequado” e colocava em causa a igualdade de acesso ao Ensino Superior.

Fonte: ZAP